• Renato Martins

700 MIL PESSOAS: PRECISAMOS FALAR DO RAMAL DO PIANCÓ!

Atualizado: 29 de Out de 2019


Tem ambientalistas corretamente preocupados com as manchas de óleo no oceano; tem o trade turístico e geólogos preocupados com a erosão da barreira do Cabo Branco, sobretudo no que for de causa antropocêntrica e não meramente natural. Tem gente preferindo novos centros de convenções com ritmo de atividades questionáveis - como o de CG por exemplo. Entretanto, gostaria acrescentar, somando os problemas sem o distingui-los, mas acentuando o grau de ‘imediatidade’ na qualidade de vida de 700 mil pessoas. Irmãos nordestinos também. Como todo nordestino são fortes, mas nem por isso devem ser excluídos de uma vida mais longeva, próspera e com as benesses que muitos têm.


Primeiro observemos que a transposição sozinha não tem capilaridade para beneficiar todo o semiárido paraibano. Cabem extensões distributivas como a do ramal do Piancó servindo para perenizar o rio Piancó e o açude Coremas - Mãe d’Água. Falamos de uma região com 700 mil seres humanos em convivência severa com a seca. Um desconforto diário e as dificuldades estruturais de desenvolvimento que agora só as verão mitigadas com esse aproveitamento da transposição. Sem isso, falo do ramal, nada disso de “oportunidades” da transposição valerá muito para eles. Sobretudo nas regiões do Sabugi, Espinharas e Piancó.


Essa obra do ramal do Piancó não é uma obra do Governo do estado, e sim uma obra que será feita pelo DNOCS da Paraíba, e o Governador disse que apoia. Afinal, João sabe bem o valor humano e econômico dessa obra. Esse ramal só está sendo possível, visto a determinação do Senador José Maranhão, e sua busca de apoio da bancada federal que em 2019 deveria colocar emenda de bancada de R$ 30 milhões. A partir deste ponto começa o problema; o DNOCS-PB já fez o projeto, e o Senador Maranhão fez um apelo, vide ofício, a toda bancada da Paraíba para que colocassem R$ 122 milhões, para junto com os 29 milhões que já está disponível pela emenda dele, se fazer a primeira etapa. Assim, em 2021 só restaria colocar outros R$ 100 milhões para concluir todo o ramal. E termos a redenção de milhares de pessoas de fato com água de beber por módicos 250 milhões. Um custo-benefício humanitário gigantesco sem questionamento algum.


Para se ter uma ideia, tem estrada de 2 anos de idade já esfarelada no estado que levou 30 milhões de reais. O desvio da Cruz Vermelha-RS o GAECO estima em 200 milhões. Na educação, livros “motivacionais” e agendas para alunos fantasmas levam o restante que complementaria esse valor de 250 milhões - facim, facim! Como diria um homem do campo. Coisas assim deveriam doer na alma... Dos que a tem!


Por isso, como assevera o dirigente estadual do MDB, Antônio Souza, não entendemos o porque dos Deputados Federais e dois Senadores da Paraíba não direcionarem parte de suas emendas de bancada, para a “obra do ramal do Piancó”, posto que cada um tinha direito a R$ 16 milhões. Apesar do apelo de Maranhão, por escrito e na reunião da bancada. Ainda assim, só ele colocou R$ 14 milhões, no OGU de 2020. Eu creio que a obra ainda será realizada pelo DNOCS da Paraíba, que já fez o Projeto, e vai licitar a obra. Penso que o governo federal ouvirá as vozes, que parlamentares locais não escutam quando fora das eleições. As vozes de garganta seca dos que não tem “ambientalistas de ar-condicionado” falando na TV (e reafirmo, nada contra eles, eu também prefiro ar-condicionado que sol escaldante, só que isso não me torna um cego social).


É lamentável. Como vão explicar ao povo daquela região? Espero que eles entendam que caixas de vinho nas eleições não substituem o direito a vida de qualidade, e a autonomia que todo ser humano merece ter para lutar por sua sobrevivência e a de sua família.


DÁ O QUE PENSAR:


Enquanto isso o mítico trabalho de beija-flor tentando apagar incêndio na floresta tá sendo bem feito pelo coordenador Aberto Gomes do DNOCS estadual. Mais um sistema de abastecimento domiciliar implantado. Esse no Sítio Passassunga, atendendo mais de 50 famílias. Com recurso federal de mais uma emenda do senador Maranhão.

Toda política que se dedica na redução de danos na convivência com a seca; a mensagem que fica é que a hora de potencializar a transposição é agora. Isso requer união e alteridade voluntariosa dos Políticos com P; e não a esperteza para saber o caminho do “poder das caixas de vinho”... O homem do sertão quer é água.


Abaixo veja imagens para entender como o Beija-flor leva do "bico" até o medidor em uma residencia:





"QUEM QUER, FAZ SILENCIOSAMENTE MUITO COM POUCO; QUEM NÃO QUER, FAZ POUCO COM MUITO, DESVIA E AINDA FAZ MUITO BARULHO POR NADA"

O BOM SENSO.

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