• Renato Martins

ATENTADOS A RAZÃO DO POVO: O QUE GENERAL MOURÃO E ZÉ NOS ENSINA.

Atualizado: 8 de Set de 2018





Ontem uma facada ignominiosa assustou o país tanto quanto gerou reflexão. Nela, se afastando um pouco da relevante questão humanística que o episódio enseja, mas já bem debatido nas mídias sociais, também podemos ver a qualidade de nossos líderes, e digo, seja de que lado for, que matriz ideológica tenham. Teve quem quis criar a discórdia com análises e discursos tão absurdos quanto o que dizem combater. A cada palavra dessas, tentado explicar a insustentabilidade da atitude violenta como um processo de culpa da vítima, o que muito me lembrou a partida muito mal esclarecida de meu amigo Eduardo Campos, me fazendo sentir como se estivesse num cinema, vendo trailers de filme de terror, antes de assistir um filme religioso. Resumo o que digo com as fotos das postagens tétricas de uma petista graduada da histórica Minas Gerais.




Aqui também tivemos nossas "pérolas". A nota do candidato João Azevedo por exemplo, lá temos um caso claro de quem quer apagar incêndio com gasolina. Penso ter sido erro de assessoria, e não do titular que assina a nota, pois não conheci João petista, nunca em qualquer tempo. Entretanto, como ele assina a nota, então tenho que entender que foi ele, que lamenta o ocorrido contra Jair mas deixa no ar que o mesmo criou uma cultura de ódio, e, pior, não encara a questão imediata do seu risco de vida. Convergindo com os que rogam dividir o país numa hora onde a sabedoria de um líder vale muito para a sociedade. A hora da sabedoria agir é agora, antes de uma horrenda guerra civil. Talvez, antevendo a delicadeza do momento e a inconcebível perversidade do fato, no lado diametralmente oposto, temos a nota de zé Maranhão, que todos sabem que goza da simpatia dos eleitores que prezam a honestidade como requisito fundamental na hora de escolher o voto, e porisso, tem a simpatia de boa parte dos eleitores bolsonaristas, como também dos militantes sociais que enfocam a bandeira do combate a corrupção, mas ainda assim, Zé não optou por caminhos fáceis de um populismo oportunista. Sensato, sua consciência cívica o fez de forma serena, asseverar uma nota repudiando o ato contra a democracia, o direito de Jair da vida é o seu direito a falar suas ideias e se submeter ao julgamento do coletivo. Da maioria. E ponto final! Rogou pela saúde do mesmo, desejou-lhe votos de plena recuperação e retorno ao bom debate. A sabedoria de reconhecer opostos, e suas oscilaçoes de minoria para maioria e vice-versa; saudar as ondas da democracia, com a prudência de quem quer o melhor dela e não o seu pior, e não um tsunami ditatorial seja de que lado ou cor for. Esse gesto-juízo e juízo-gesto, veio de alguém que foi deputado casado pelo regime militar. Sabe das coisas e das pessoas. O melhor e o pior delas e de suas crenças. Assim foi e é Zé. Assim a sabedoria de um líder deve proceder. Do Cartaxo, nada comento porque nada vi desse líder sobre questões polêmicas, aliás, desde quando vereador, nunca ouvi nada dele sobre os complexos temas nacionais. Líder não se omite, e não se trata só de voto. Já escrevi sobre isto...


Por fim, ontem o Brasil pôde enxergar melhor o vice de Jair Messias Bolsonaro, o General Mourão. O país que ouviu sua coletiva após o atentado, viu um homem sereno, sapiente, prudentíssimo nas palavras. Não falo aqui por alas de bolsonaristas agitados nem pelos lulistas incaltos, aqui narro a fala do candidato a vice-presidente da república, de um general da reserva, e aqui registro minha grata surpresa. Nele ouvi um pacifista, firme intransigentemente no pacifismo, nada mais que isso, respeitoso até no julgar dos possíveis suspeitos, na análise sobre a hipótese de partidarismos atuando para o fato lamentável. Cauteloso e científico no interpretar dos fatos. Não se quedou à instigamentos da impressa sensacionalista, não se levou por chavões de senso comum como o governador daqui faz sobre seus adversários, com o uso de palavras chulas, tais como: "vou dar pau nos adversários"; "vou dar surra de vara neles", não fez discurso espetaculoso para levantar aplausos fáceis de seu ninguém. Deu aula sobre muitos que se dizem humanistas inatos só por serem de "esquerda". Há que se registar o caráter magnânimo da sua fala, e solicitar a tod@s de todos os lados, inclusive os bolsonaristas, que escutem o General Mourão em sua entrevista no Youtube. Um primor democrático e institucional. Uma fala de estadista. Repito, para mim, talvez, ainda influenciado por caricaturas midiáticas na mente, foi uma grata surpresa e alívio por ver vida inteligente numa hora difícil da nação. A Mourão militar e a zé civil que já foi casado no passado por estes, tiro o chapéu na postura salutar que precisamos de nossos referenciais políticos de conduta. Olhar à frente! Gestos assim me fazem dormir com esperança que o país poderá ter unidade e paz em breve. Com menos ideologismos, respeito a soberania das urnas, as leis, e mais foco em bem gerir a máquina pública hoje tão ineficiente e cara.

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