• Renato Martins

AYN RAND: ESQUERDA CORRUPTA TEM O DEDO PROSCRITO DELA NA CARA.


Só uma filósofa e uma vida como a de Ayn Rand (1905 – 1982), criada na “comunista” união soviética, judia, e depois radicada nos EUA, poderia ver a subjetividade humana como ela enxergou e definitivamente dar o veredito final sobre a diferença entre civilização comunista ou capitalista. Seu translado da São Petersburgo leninista, tão vital para o comunismo triunfar na Rússia Czarista, para a Nova York cosmopolita, desfiladora de todos os produtos, ofertas e comportamentos. Nos deixou um legado de reflexões extremamente da ordem do dia no Brasil. Especialmente no nosso nordeste. De forma lúcida tecnicamente e poeticamente lúdica, ela escreveu romances como tratado (A Revolta de Atlas) e tratados - como seu texto A Virtude do Egoísmo - como romances. Vi em tudo que escutei e li dela, nesse encontro tardio com essa dama, um perfeito e definitivo duelo: entre a teoria e as práticas defendidas pelos líderes de esquerda versus a teoria dos defensores do capitalismo liberal com um estado pequeno tanto quanto nossa evolução cultural permitir. Nos EUA, seu julgamento teórico que optou pelo ideal liberal do estado tutor da justiça, e, cautelosamente, um oportunizador das potencialidades econômicas que os indivíduos podem por mérito desenvolverem se educados e convencidos para isso, é amplamente lido e revisto. Lá, ela e seu julgamento existem para tod@s verem.

Aqui, pela obstrução cultural que temos, ilustrarei porquê ela, uma desconhecida entre nós, é essa árbitra privilegiada destes dois planetas (comunismo x capitalismo), e como amplamente condenou o comunismo e fervorosamente defendeu um mundo onde todos deveriam servir ao outro em relações comerciais voluntárias e livres. No mundo de Rand, todos que queiram produzir, trabalhar, buscar suas excelências potenciais, seu desenvolvimento. Num regime livre, elevam também o conjunto da sociedade. Aperfeiçoando a coletividade e agregando mais pessoas para essa forma de ver a vida e tomar a sua própria em suas mãos. Dentro deste padrão de intersubjetividade, nessas regras justas e com direito inequívoco de escolhas individuais e, não do estado (que para ela sempre é só um grupinho a se tomar cuidado pela sociedade), a existência e as recompensas da vida no seu todo seriam mais gloriosas. Experiências mais integrativas do self e consequentemente mais saudáveis moralmente inclusive. Uma comunidade que cresce em volume de riqueza, terá mais pessoas sendo absorvidas para um sistema com mais qualidade de vida. Como de fato ocorre em todo país de livre-comércio. E o melhor, isso tende a se dar de forma crescente, por sua lógica de funcionamento competitiva e, novamente enfatizando a palavra favorita de Rand: livre. Essa cultura do inovar e renovar, da competitividade, geraria tecnologia com soluções para todos os setores da vida e com tendências de expansão e acessibilidade por definição. Basta lembrarmos dos tempos dos caros e raros telefones residenciais, ao hoje, triviais celulares nos bolsos, no tamanho de quase dois por pessoa no Brasil. De todo preço e gosto por aí na praça.

Então a corajosa filósofa do “egoísmo”, nos mostrou em seu julgamento dos planetas, aqui rivalizados didaticamente, que o ser humano capitalista, "tido" como egoísta e desejante para si, só poderá sê-lo de forma eficaz, se buscar resolver os problemas e desejos dos outros também, e mais, servindo permanentemente bem. Neste roteiro está sua única forma de lucrar para saciar seus desejos por mais tempo. Este Egoísmo de Ayn Rand, estaria "condenado" a ter alto valor moral e certo altruísmo. Uma alteridade social se formaria como necessidade. Ela dispensa uma ideia de solidariedade enganosa que tentam nos fazer engolir como ideologia. Seria então a moral de Rand justificadora de uma racionalidade instrumental extremamente funcional como mercado o é. Claro que sua teoria do Objetivismo, pressupõe uma sociedade justa, sem protecionismo estatal. Logo, o comunismo do estado gigante e o socialismo que gradua isso de forma oportunista como vimos e vemos na política de nosso país, seriam injustos de raiz, injustos epistemologicamente já na partida. Para ela, essas ideologias já “dançariam” por serem fraudes lógicas e meramente elitistas que enriquecem seus defensores sem mérito algum. Sem serviço ou trabalho real, de valor coletivo algum. Só a picaretagem falsamente idealista. Aqui no nosso estado temos vários exemplos deste naipe. Todas essas distorções destroem a alma de uma comunidade, gerando déficits culturais e econômicos difíceis de corrigir. Um “mundo” de “pobres” que permitem um estamento burocrático forte e corrupto na esperança de serem providos com migalhas pelos ricos falantes beneficiados com isto... Uma ilusão que o Brasil parece estar amadurecendo e pronta para a eliminar. Ao menos a combater firmemente no próximo governo. É o fantasma de Ayn Rand que está bem viva ainda, velho Marx, e vagando para o lado de cá agora. Justamente onde a ela nunca foi permito ser conhecida. Sobre isso posso falar. Passei pela História (UFCE), Sociologia (UECE), Filosofia (UECE), especialista em Gestão de Pessoas (UVSF), iniciei mestrado em educação por lá também. Nada de falarem nela. Como outros autores liberais também são excluídos do debate acadêmico. Mas eis que a encontro em minha maturidade, no mestrado em Gestão Pública e Cooperação Internacional na UFPB, e, sobretudo, na minha vida militante de choque de realidades superando ilusões.

Meu ponto de partida e chegada, é que ela seria a única juíza capaz de dar sentença ideológica com ponto final a muitas mentiras entronizadas em nossa vida política nacional e local. Ayn Rand tem todas as condições suficientes, para de fato bater martelo na mente de muitos de nossos jovens, que se perderam transformando seu empreendedorismo em ideologismos falso-coletivistas, toscos e travadores. Não falo de trava econômica, aqui falo da vida mental mesmo. Uma tragédia cognitiva grotesca. Invisível claro, mas digna de reflexão humanitária. Falo com a propriedade de neste ponto, poder ser eu, um legitimo juiz também. No entanto, otimistamente, acho que o Brasil caminha para extinguir tudo isso e agendar o empreendedorismo em todas as áreas da vida. No setor público, privado, sociedade civil e sobretudo nas escolhas livres de cada brasileiro: Prezadas pelo bem servir que lhe capacita para ser bem servido em seus legítimos desejos egoícos. Como bem explica Rand desmistificando conceitos tidos como palavrão.

Sua atualidade para o Brasil e a Paraíba, reside no debate sobre que estado queremos! Sem monopólios e corrupção dos dirigentes, burocratas e políticos. Com Rand vemos que um estado grande, com impostos enormes, é uma forma de trapaça sobre o mérito, sobre o esforço das pessoas. Permite um grupo pequeno com falas ao vento de igualdade e “solidariedade”, mandando em tudo, roubando impostos para viver em mansões e carros de luxo sem mérito e trabalho nenhum. Tudo isso impede o desenvolvimento pleno do melhor da humanidade, com vias uma relação social onde tod@s podem sair ganhando. Compradores e vendedores em relações simbióticas, por todos serem alternadamente, a mesma coisa. Relação social mais humana, justa e fraterna inclusive.

Minhas ilações são bem simples e curtas. Não pretendo resumir nem fazer daqui um artigo teórico. Quero fazer justiça a uma pensadora, e, a sua escola de pensamento: o OBJETIVISMO. Comecemos do caldeirão circunstancial de sua vida que oportunizou ela vencer este debate em definitivo. Ela na união soviética, testemunhou com os olhos e a barriga, o que era fome, repressão dos líderes políticos e a "miséria moral das pessoas" advindas da morte do mérito individual do ser humano na URSS. Uma nação dominada por um partido que escolhia a região que morreria de fome, da mesma forma que as propagandas, poemas e filmes que as pessoas assistiriam. A liberdade de escolha do cidadão era ouvir discursos longos explicando que aquilo tudo do estado era para “SUA PROTEÇÃO E SOLIDARIEDADE DA NAÇÃO”, um delírio trágico-ideológico. As pessoas sequer podiam participar das decisões da gestão pública. O melhor era torcer e obedecer! Jovem, Rand mudou-se para os EUA. País próspero e inovador em soluções. Tecnologicamente eficiente em todas as áreas da vida, de Hollywood a remédios para a longevidade humana. Tudo sem precedentes na história. Não sou um americanista, acho até babaca esse debate. Sou brasileiro, embora saiba que alguns de nós estamos indo para lá, em busca de poder mostrar seu melhor, ter remuneração por seu esforço de forma justa. Enfim; qualidade de vida. Não é meu caso. Escolhi a Paraíba e cá finquei bandeira. Aliás, a bandeira de João Pessoa literalmente é o brasão da família Martins. A minha família.

É na América dos sonhos da livre iniciativa, que ela pôde conceber a diferença do ser humano tal como ela via. Ela constata que quando estimulado corretamente, o homem não é mal e nem castrador, como ela viu na Rússia de seu tempo. Ela percebe o valor da pessoa ter o direito de buscar seus interesses, de querer o melhor para si. Enxergou como poucos então, o valor psicológico e moral desse poder gozar do melhor para si mesmo, quando de forma justa, estiver inserido dentro da dinâmica da troca voluntária de bens e serviços, o mais eficiente possível entre todos. O ciclo de liberdade individual vincula a humanidade à necessidade de se manter firme no mercado - local "sagrado" onde todos devem satisfação a todos, trocando virtudes e méritos. Não trapaças e engodos tão facilitados quando o estado, seja socialista ou não, interfere inadequadamente. O resultado é sempre políticos ricos e ladrões, e as pessoas empreendedoras desmotivadas, meio que divididas entre servir esse estado como P.S (Prestador de Serviços) via ajudinha de um destes “traficantes de poder”, ou ir à marginalidade para fazer “justiça” para si, sem mérito, como muitos de nossos líderes políticos locais tão igualitários na fala e luxuosos e luxuriantes na vida o fazem. A ética da política se liga a da vida social umbilicalmente, sem dilema do ovo ou galinha.

Rand, respirando os dois ares, sentiu a dicotomia esquerda e direita profundamente na pele. E não só por teorias lógicas abstratas sem conformidade com o real. Permitindo, repito, reputá-la enfaticamente como a alma capaz de julgar as diferenças de como a subjetividade humana é tratada sob a ação destes dois modelos de “mundo”. Talvez por isso sua filosofia leve o nome de OBJETIVISMO. Que, como já citei, nossas faculdades de filosofia doutrinárias de um esquerdismo infantil omite. No entanto, para além das castrações de nosso sistema universitário, penso que nem um CEO da Microsoft, pode ter a sensibilidade e a legitimidade de Ayn Rand a fazer o -juízo final- como ela o fez, sobre os projetos de humanidade em embate. Seja desta ou de qualquer outra grande empresa multinacional, que operam por governança corporativa, com gestões que tem que garantirem a satisfação dos clientes, conselheiros, trabalhadores e acionistas de forma harmônica, e sintonizada com as externalidades da sociedade. O mais bem remunerado dos tecnocratas, podem só intuir as vantagens e razões morais e filosóficas do todo sócio-econômico que lhes cercam. Mas Rand, muito mais que isso, materializa essas narrativas, dando fatores decisivos e finais em sua arte-teoria sobre que seta a humanidade tem que seguir para evitar a barbárie. Neste sentido, ela deixa uma mensagem bem simples até, embora ela escrevesse tudo longamente, quase como eu, ela definitivamente demonstra a superioridade formal de um mundo juridicamente estruturado pela democracia política, de consumo e de produção. Uma vida pela liberdade que só sua astúcia condimentada com o sangue de suas dores poderia ensinar, na forma como faz em seus fortes e indiscretos textos. Indiscreto por serem sinceros na defesa do mérito. Do lucro como um fator socializador positivo quando estando ao alcance de todos, inclusive dos que dele não interessar tanto. Pois sua medida não o é na quantidade obtida, mas na sua forma. Estando pela forma social estruturada, garantido que todo lucro, por mais individual que a palavra deva inspirar, só o é em fantasia. Pois ele teria ontologicamente uma função social e coletiva por natureza. Fantástico Ayn Rand!!! A escola austríaca como todos os bons liberais, devem homenagem a essa fonte filosófica abundante de embriaguez saudável. O Objetivismo tem a Praxiologia de Mises contida, quase que como casamento que dispensa namoro. Uma boa filosofia para uma boa economia.

Hoje, infelizmente ela ainda não está nas universidades como deveria. Até pedirei ao senador Maranhão a sugerir esta questão no senado. Defendo que no governo Bolsonaro, o choque liberal chegue também nas salas de aula, já que nas urnas, a nível federal, as mentiras pseudo-coletivistas dos corruptos foram vencidas. Agora, trata-se, como diria Marx, não mais de interpretar o mundo, pois Ayn Rand já o tinha feito de forma prática-vivida. Trata-se de redescobrir o Brasil, com tudo de "inovação" que já existia e não estava chegando até nós. E acrescentar nossa singularidade ao 'quê' das coisas. Que grande chance histórica nosso país terá a partir de 2019.


Dá o que pensar:

“Para muitos, como eu próprio, como em meu país também infelizmente. Uma Ayn Rand chega tarde. Mas não antes do fim do mundo. Há tempo, e os ventos da mudança foram muito fortes nas urnas e nos corações. Que meu filhotão hoje com 6 anos, veja um país empreendedor no futuro. Cheio de abundância construída por todos, da forma corretamente estimulada e na melhor maneira de produzir e distribuir riquezas. Nunca mais misérias.”


Renato Martins

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