• Renato Martins

CURTAS 12/09/2019: DA CORRIDA PARA SER VÍTIMA A VEREADORES QUERENDO SE LIMPAR DAS "LISTAS"


Fonte:internet.


1- Essa guerra de narrativas dentro do PSB para saber quem é vitima de quem; se a ORCRIM Girassol é o traíra ou, ao contrario, é a banda que ainda não se tem rastro de envolvimentos com a gatunagem estruturada. Para mim esse é mais um falso dilema, RC mesmo já se alinhou com todo mundo e depois de desalinhou falando, corretamente, em interesse público nos dois tempos... Logo, traíra mesmo é quem rouba o povo. Não há essa de gratidão com o que não é doação de propriedade privada. Gestor público agente político nada mais é do que um servidor que deve se doar pelo bem público por um espaço de tempo(mandato) e nada mais. Um sacrificado que não recebeu presente algum. Ser responsável, honesto e capaz é sua obrigação ao cidadão; não favor. Esse personalismo é típico de nossa formação patrimonialista colonialista que é irmã gêmea da corrupção. É desse tipo de líder que pensa que manda no público, que nasce os grupos dos Calvários da vida.


2- O responsável por proteger os recursos públicos do estado é o governador eleito João Azevedo. Dele espero ação firme para debelar ‘Mecanismos’ antigos, novos e mais lá o que for de praga que afete os serviços públicos de forma comprovada como ontem bem falou o desembargador Ricardo Vital ao lembrar os mais humildes privados de saúde de qualidade por conta dessa ORCRIM Girassol. Ou age assim, combatendo e debelando os corruptos, ou não passará de um cúmplice em algum nível a se detectar. Não pode entrar para a história como um mero escondedor de casos cabulosos. Do tipo PROPINODUTO, ocorrido na época de seu antecessor que se diz credor de “gratidão” do mesmo (palavra que só conhece para si) por algo que não pode ser dele - os recurso públicos. Político não deve nada a ninguém além do povo. E, entre suas atribuições, deve ajudar a lei a prender ladrões. Simples assim!!!



3- Ótima notícia para o estado e país o competente Eitel Santiago assumir a secretaria geral da PGR. Preparado, honesto e corajoso. Será mais um a dar reforço a faxina que precisamos na roubalheira que existe no nosso frágil e subdesenvolvido culturalmente e economicamente nordeste (ambos estes elementos andam juntos e justificam essa praga de modelo do ‘rouba mas faz’). Como cidadão, Eitel tem também bom legado como pai, seu filho Lucas de Brito é um vereador da capital muito acima da média. Destacado em tudo e em todos os fundamentos de atribuição de um vereador de verdade.


4- Falando em vereador, agora a pouco tivemos o teatrinho dos vereadores Tibério Limeira e Léo Bezerra, talvez preocupados com as listas vindouras dos feitos da ética de crime organizado, que promove seus artífices. Agora querem se agarrar a João Azevedo como se este fosse salvo conduto para alguém... Falam até em saída do PSB, o que só pode ocorrer sem risco de perder mandato, por expulsão, e em geral, tudo que funciona pela ética do crime organizado só expulsa inocentes que se negam às operações nefastas. Que não foi o que ocorreu em casos como o uso indevido do Empreender ( investigado no MP – e olhe que tem bem mais gente para falar do seu uso eleitoral também em 2016) nas fraudes comprovadas do Gol de Placa (igualmente investigado no MP) e até cobrança para seu próprio bolso de uso de equipamentos públicos esportivos do estado como estádios e ginásios, para bancos e até para Igrejas... Dinheiro que ia direto para o bolso do gestor-político (triste piada né?) Que Deus toque a consciência de gente assim, que não poupa nem igreja (ganhar indevidamente de bancos e seus feirões de carro ou casa até vai né? A ética do crime permite... Falo como ironia é claro). Pois a justiça dos homens, sei que tá logo bem aí. Nas listas e maquinetas da vida que não se apagam nas delações que virão a tona ainda.


DÁ O QUE PENSAR:


Um belo conto indiano, fala de um rei que tem 3 sonhos em seu palácio, um com raposas por todo lado, um com adagas, outro com ovelhas branquinhas. Um pobre e bruto lenhador, associado com um sábio passarinho, foi ao rei decodificar os sonhos para dividir com o animal a recompensa para quem os revelasse. Lá no rei, como dito pelo bicho, explicou que era a atmosfera do reino que cada sonho representava: A raposa seria a de traição; a adaga de violência e risco de vida, e por último, as ovelhas seriam o período de paz e harmonia. De justiça e fraternidade. O lenhador ganhou sacos de ouro do rei satisfeito, nas 3 vezes. Nos dois primeiros sonhos traiu o acordado com o pássaro, mas no terceiro, no das ovelhas, arrependido foi buscar o passarinho na floresta para lhe pagar a dívida, já que ele quem lhe tinha dado as dicas e ele tinha o enrolado. Ao vê-lo ouviu deste o seguinte: “Lenhador eu não esperava nada diferente de você, poucos são os homens que agem diferente da 'atmosfera do reino'. E você faz parte dessa atmosfera, é um mero produto dela. Na época da 'Raposa' você me traiu, na da 'Adaga' você queria me eliminar e na Ovelha você me vem pedir desculpa e quitar. Jamais esperaria eu que você fosse um dos raros homens que vivem por si, e estão acima da atmosfera de qualquer reino. Alguém acima das circunstâncias. Fique com tudo, eu não preciso do ouro, e lhe desejo que sejas feliz apesar desse ouro todo!”


P.S: Sem comentários... Digo isso por que sei o que vivi quando meu idealismo foi atropelado por estes esquemas que hoje tão aí divulgados na justiça e nas ruas. Sei das minhas escolhas e sei que a “atmosfera do reino” agora é de justiça. E eu já antevia isso há anos. Não esperei ela chegar para reorientar meus caminhos...

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