• Renato Martins

ERROS E ACERTOS DA POLÍTICA E DA GESTÃO PÚBLICA PARAIBANA EM 2019.

Atualizado: 11 de Jan de 2019



1- Erra João Azevedo em não ter logo de partida uma bandeira própria que possa chamar de estilo seu a agregar valor ao atual estágio geral da Gestão Pública no estado. Passou muitos recibos de vinculação ao ex-governador, o que por si, parece tornar o público em privado nessa relação de vassalagem. Gestão Pública deve ser impessoal para o líder real, quanto mais para o ex que não tem função constitucional.

2- No entanto, ele tem tempo, logo, o erro mais grave de João no momento, trata-se de não ter tido "força" para sair das redes de Organizações Sociais (OS), auditadas pelo TCE e pegas em falhas gaves. Estas coisas foram montadas para a gestão antes dele. E anotem, essa situação enquanto tava só na órbita local, como sob o olhar inercial do ministério público nosso, parecia tudo estar vedado ao bom senso. Mas o Modus Operandi que teve transbordamento no RJ de Cabral e o fator Moro na PF, trará ritmo de moralização de fora para dentro. O que não poderia ser desconsiderado pelo governador que se diz técnico, e em tese, não teria participação na atuação destas em períodos anteriores, como também é fato que não recebeu doação de 300 mil R$ do tio do Daniel Gomes em 2010, que tem voz ativa na Cruz Vermelha-RS (que só entrou no estado em 2011 de forma direta, no mesmo ritmo de uma doação assim; sem nexo aparente) e APECEP conforme alegou o GAECO-RJ, no ato de sua prisão.

3- Acerta João em ter feito entrevista exclusiva com Clilson Júnior, o mesmo profissional que em parceria com o jornalista Luís Torres, em tempos nem tão distantes, fizeram diversas investigações contra RC, que até hoje deixam perguntas, processos e inquéritos civis em aberto, como os casos Cuiá, o JAMPA DIGITAL, o Gari Milionário, a DESK, a SP alimentação e o Propinoduto (esse já subtraído do talento vistoso de Luís) além do recente caso Lagoa, mas já sem o protagonismo de outrora. Ou seja, se João não deu ainda mostras de algo inédito à gestão, no quesito ação pessoal e política, essa entrevista tem forte valor simbólico e aponta possibilidades de surpresas.

4- Acerta Bolsonaro em economizar despesas com veiculação de propaganda oficial, e assim como fez na campanha, aposta nas redes sociais espontâneas para fazer marketing social em campanhas educativas e não blá, blá, blá. Tipo as propagandas do governo estadual, onde gastamos mais com mídia do que com agricultura familiar, e aqui, o MST nada faz a respeito disso. Neste ponto, Bolsonaro, além do exemplo de austeridade para outros gestores, demonstra que se pode sim conciliar coerência entre as boas práticas de campanha com a Gestão.

5- Assim como em 2016, quando votei favorável a lei anti-nepotismo de Cartaxo, já dizia que a lei municipal era desnecessária e inferior a federal. Como sempre o é. Portanto, hoje também afirmo que é legal e constitucional a entrada de Lucélio na gestão municipal. No entanto; é oportuna? Sem comentários! A cada dia tá mais claro que, ou o bom senso dos lideres dos novos ares se ligam, ou, caso o ex -governador não venha a ser desmascarado, a eleição deste a prefeito tende a ser passeio. A mentira não é derrotada só por gravidade...

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