• Renato Martins

EXÉRCITO TAMBÉM VENCEU AS ELEIÇÕES: ENTENDER ISSO É VITAL À DEMOCRACIA.


Analisemos rankings recentes sobre a credibilidade das instituições nacionais e depois observemos suas influências para tirarmos certas dúvidas sobre as eleições 2018.

Comecemos com a revista Exame em 2 de agosto de 2015, em seu ranking sobre a respeitabilidade que os brasileiros dão as instituições. vamos aos resultados: 1- Bombeiros; 2- Igreja; 3- forças Armadas; 4- meios de comunicação; 5- escolas publicas; 6- empresas; 7- ONGs. Brasilia e seus políticos ficaram em 15° lugar....


E eis, que, após a saída de Dilma e as expectativas frustadas com Temer, vimos um fenômeno raro em menos de dois anos. Uma nova pesquisa nacional realizada pelo jornal Folha de São Paulo, em 24/09/2017, coloca disparadamente o EB - Exército Brasileiro, como a instituição com mais credibilidade, merecedora de esperanças e admiração da população. Nada mais nada menos que 40% confiam integralmente na instituição, junto com mais outros 43% que confiam em algum nível. vejam abaixo:

Para ver a pesquisa inteira por favor utilize o link https://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/06/1895770-forcas-armadas-lideram-confianca-da-populacao-congresso-tem-descredito.shtml

Como vêem, com rejeição sem força social e estatística: Vamos entender então isto comigo...


Usarei a semiótica que é a ciência que estuda os signos, a linguagem, escrita ou não, manifestada ou não, que está por detrás das culturas e se dá não por formas explícitas de contanto entre as pessoas. Fica como que uma mensagem escondida nas entrelinhas... Por outro lado, também me valerei da metafisica como disciplina da filosofia que tenta entender não o mundo físico palpável, mas o das ideias não físicas, que por sua vez explicam os costumes, os valores, as atitudes, os nossos afetos e paixões. O artigo de hoje me é simples de escrever e mais ainda de provar - minha tese é que o prestígio de Bolsonaro foi extremamente catapultado pelo do Exército Brasileiro, de forma extraordinária, capaz inclusive de minimizar os deslizes e as limitações do presidente eleito em alguns episódios. O eleitor, ao contrário do que falam os esquerdistas infantis, jamais votou em ditadura militar, mas sim, votou também na eficiência do exercito, honestidade vista no exército, capacidade de cumprir missões por algo maior que o interesse pessoal, coisa e encanto que a politica tradicional perdeu... E mais, numa sociedade tão hedônica, mundana e seduzida pelos estímulos fáceis dos objetos de riqueza ilícitos da corrupção, eis que existe um agrupamento humano, raríssimo no país, com a meta primordial voltada ao coletivo.

Tínhamos isso na idade média com a crença de que os Papas sofriam pelos pecados do mundo, bem, a história tratou de desvendar seus mitos. Tivemos esse romantismo na perspectiva do esquerdismo de igualdade total, dos revolucionários românticos de araque, que não só matou e empobreceu a muitos no planeta como só fez enricar os seus dirigentes cínicos que falavam em justiça e igualdade. Só para seus líderes. Tipo o PT de hoje e outros análogos...

Portanto, em um contexto onde até alguns pastores andam envolto em escândalos de mal uso do dízimo, num momento onde o egoísmo faz crescer os crimes em família, o poder judiciário não passa a credibilidade de outrora, sobretudo aos mais pobres na busca de atendimento médico por via judiciais ágeis por exemplo. O ministério público parece pensar e agir como os burocratas de New York da década de 20/30 sem ver os mafiosos desfilarem diante de si.

. Uma crise institucional sem precedentes. Uma crise de utopias correlata a ela é claro. E lógico, se dispensa citar os empresários amigados do status quo do poder? Putz...

Mas eis que como numa lembrança antiga quando víamos as bandeiras do país antes de nossas aulas, houve uma espécie de despertar do inconsciente coletivo, aí sim uso Freud sem o vulgarizar como esquerdistas incautos o usaram para fazer terrorismo eleitoral, e esse inconsciente coletivo meio que lembrou em massa que ser patriota é ter valores de comunhão. É fazer a boa política. É servir antes de cobrar. Um ceder à hierarquia para que tudo funcione melhor para todos nós. É se sentir protegido por alguém que antes da vida dele próprio, tá disposto a defender a nossa. Um altruísmo comprovado que a politica aboliu. E o pior, ou melhor, tudo se deu discretamente, não é o caso da dita "bancada da bala", onde programas policiais falavam da banda podre ou da banda virtuosa da PM. Nem da evangélica e seus fieis e obstinados obreiros panfleteiros de rua. No exército tudo é feito em silêncio estoico. desapegado. As BRs construídas e com recursos devolvidos, os poços artesianos a um terço do custo, as assistências de fronteira e aos índios, o apoio ao Haiti. E tantas missões para auxiliar a segurança pública convencional dos estados. Eles não agiram como militantes, não fizeram politicagem, não descumpriram a constituição, não conspiraram com Bolsonaro. Tudo foi de fato o fluir natural de suas virtudes e o resultado tá ai, Jair catalisou a força institucional do exército. E digo que isso é possível até de gerar bons resultados, capaz de mudar a politica em si. E salvar a democracia a tornando funcional, participativa, sem compra de votos e com foco em resultados técnicos. Acerta o capitão em obedecer as ordens da rua e chamar o exército para o centro da Gestão Pública e administrativa nacional. Tem expertise e experiência, nós precisamos e democraticamente temos o poder de os julgarem pelos resultados obtidos.








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