• Renato Martins

EXCLUSIVO: CASO PROJOVEM URBANO A INCOMPETÊNCIA QUE PASSA DE ANO.

Atualizado: 3 de Set de 2018

Foto retirada da internet

O PROJOVEM URBANO é um programa do Governo Federal para capacitação e inclusão social de jovens entre 18 e 29 anos, que não terminaram o ensino fundamental e tem dificuldades em sua compreensão da cidadania bem como de inserção no mercado de trabalho, objetivando melhorar a integração desse público, sobretudo nos bairros de maiores índices de violência. O governo do estado se habilitou e conseguiu receber este recurso. No entanto, chegue mais perto do texto, vamos adentrar para além da propaganda. Ante tantos atestados de incompetência em gestão emitidos neste caso, faremos uma varredura sem necessidade de microscópio...

O Governo do Estado recebeu os recursos antecipadamente, para a "turma especial de 2017", que como veremos, de especial, só o fato de não ter sequer iniciado. Só de "reforço", neste ano foram 22 milhões para o PROJOVEM CAMPO E URBANO. O Processo Seletivo Simplificado se deu por edital no ano de 2017. Previa 167 vagas para professores, e cuidadores dos filhos dos alunos quando em sala de aula. Um bom e oportuno projeto federal com recursos já na conta. O que faltou então? Tudo... Eficiência; eficácia e efetividade da gestão estadual.





Primeiro observemos que o processo seletivo concluiu-se nas duas fases em 19 de Abril. O curso deveria começar no máximo em maio para terminar em fins de outubro de 2019, mês que se presta contas total dos recursos previstos para serem gastos em 18 meses de curso. Não mais, não menos. Dinheiro integralmente repassado para o estado, para um curso que integralmente deve ocorrer. Mas infelizmente não foi e não será bem assim. Os contratos com os professores, coordenadores e cuidadores deste processo seletivo, só foram assinados em 30 de maio, logo, em atraso, e, ainda pior, até hoje, 2 de setembro, sem efeito algum, pois nenhum dos cursos começaram, os coordenadores de polo trabalham sem receber, o resto dos selecionados estão sem seus empregos, e os alunos matriculados com seus filhos sem aula alguma. E como tudo que se gasta mais com propaganda que com o conteúdo, neste programa tivemos o script completo, vejamos: convocação dos professores para assinatura do contrato; chamada de alunos e seus filhos para matrícula (sem efeito) e pomposa aula inaugural para a foto e divulgação - isto a única coisa executada. Já o curso propriamente dito, o benefício mesmo: Zero!

Hoje, dois de setembro, nenhum aluno em aula, nenhuma criança cuidada pelos cuidadores/educadores. Zero em suporte ao combate a violência nos bairros urbanos como prevê o programa. Como então o candidato do governo pode falar em chamar concursados se sequer chamam aprovados em PSS - Processo Seletivo Simplificado, com recursos já nos cofres? Isso tudo demonstra falta de eficácia, posto que nada fizesse do termo principal do objeto do recurso; falta de eficiência já que o estado fica com o prejuízo do recurso "parado" ou desvirtuado(?), professores desempregados com os alunos e seus filhos desassistidos, e, por fim, sem efetividade, pois não há resultados de impacto gerados por um programa que não se sabe no que seus recursos estão sendo utilizados. Um estudo de caso simples e esclarecedor. São estas questões de incompetência que não merecem passar de ano.

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