• Renato Martins

Marx superado: A nova e necessária união de trabalhadores...


O lema Marxista "trabalhadores do mundo, uni-vos", ganha outro sentido no mundo atual, compreensível mesmo, inexorável até. Atemporal só os valores infinitos e insondáveis do Deus absoluto, que para o filósofo Sponville, existe na ordem humana apenas quando na concepção da fé. Tratado apropriadamente na religiosidade dos homens. Entretanto, voltando a partir do chavão batido de Marx e todo o revisionismo pelo qual passei nestes anos de "exílio" literário, vos digo: A China tem trabalhadores unidos, quase que no mesmo estilo do selvagem regime Egípcio (sim, no Egito, a ideia de escravidão severa do seu próprio povo, como ocorreu no Brasil a certa altura, é muito questionada e sem confirmação antropológica e arqueológica).


Digo isso apenas para afirmar que tipo de estrutura de trabalho e forma de trabalhador queremos unir: um, fruto de uma retórica que uniformizava todos os trabalhadores e em geral cria a sua casta dirigente privilegiada e a partir daí diz, trabalhadores unidos o estado os delimita, esse é o gigante que nos organiza mas, nos oprime, nos tira a subjetividade, nos atrofia, Cabe a vocês, então, neste contexto de dependência coletivista estatal, as lutas por mais estado que nada mais fará que doar "direitos" cedidos para os limitar ainda mais - como pensava Foucault -. Tudo como se todos tivéssemos na mesma jaula, só alternando entre o ampliar do seu tamanho e a sua diminuição, dependendo do tamanhão geral do universo de bens produzidos e impedidos de circularem livremente sem antes banharem de privilégios os donos do poder. Uma união de trabalhadores a la china então. Que só geraria crises cíclicas como as que temos tempos após tempos. Um crescimento que é sempre de araque e temporalmente curto, quase que a anteceder guerras.


Ou, em outro caminho, uma união de trabalhadores que sabem que produzir é precondição para trocas voluntárias saudáveis, num mercado livre e meritocrático, onde o estado deve garantir a ordem, e nos cobrar menos impostos para que possamos por nossas livres e escolhas, e ao menos cerca de 40% mais ricos, todos, possamos nós mesmos fazer circular nossos interesses nas mais variadas hipóteses de criatividade humana que o consumo do trabalho livre, empreendedor e individual, pode nos dar. Por fim - mais de 40% de nosso trabalho vai para algo que não sabemos bem (orçamento e dívidas públicas), uma parte por sinal é roubada ou ajuda um amigo do rei. E, se numa hipótese, esses 40% dos impostos de renda e outros mais somados, ficarem mais com você mesmo, você, senhor de si e de seus gostos, teria medo de fazer as escolhas certas? Seu lazer, sua escola, saúde, seus Hobbies, seu estilo. Ah!! Renato, mas teria o risco de existirem coisas mais caras que só os impostos coletivos podem comprar para a maioria: ilusão; O mercado poderia num cenário assim torna-las mais baratas. Tudo, da saúde à educação. E mais, no que fosse ainda em fase de investimento e descobertas amsi eficientes, a ciência poderia ser um campo estratégico onde coubesse uma participação pactuada entre estado e iniciativa privada.


Afinal, quantos impostos vocês viram baixar de valor na vida? E quantos produtos baixaram neste mesmo tempo; como carros, TVs, celulares e etc....


Tenho dito, boa noite amigos.

Estado grande é amigo inexorável da corrupção. Fato!

51 visualizações