• Renato Martins

MILITÂNCIA GIRASSOL NAS RUAS: OS SINAIS DOS SINAIS A ILUMINAR NOVOS TEMPOS...

Atualizado: 20 de Ago de 2018






Hoje, pela manhã, a análise política veio me visitar, isso mesmo, na minha varanda, vejo um grupo de Girassóis no que chamavamos (permitam-me ser intimista nesta leitura, porque conheço bem esta ação; da divisão de órgãos às cobranças internas para presença do povo - até hoje me chegam os prints de zaps e as listas de órgãos por números- vide agenda deles em foto) militância de 'SINAL' - Adesivagem. Antes podíamos usar esse nome batendo no peito. Os carros paravam, dexavam-se adesivar. Ou no mínimo, simpaticamente, diziam: - Me dê o adesivo que mais tarde, com calma, coloco lá em casa. Tempos bons estes. Certa ingenuidade nossa e do motorista. Hoje inapelavelmente abalada. E digo, de lado a lado.

No dia de hoje, nessa mostragem em tempo real. De camarote. Inclusive filmando muitos momentos para provar o que aqui narro. Vi pessoas amigas do peito, assistindo os carro sem sequer abrirem seus vidros. Sem cerimônia amistosa nenhuma. Os adesivadores em desânimo, iam segurar bandeiras ou passar em seus carros buzinando. Um gesto de consolo a tapear os próprios militantes surpresos com os novos tempos desta eleição. Adesivadores se viram sem função (antes até campeonato de adesivagem nós fazíamos, com a equipe da Emlur, depois com outros órgãos do estado anos à frente) diminuíram até ficarem em número de 1. Sim amigos, isso mesmo, de umas 50 pessoas ou mais do estado (digo porque as conheço bem e os quero bem mais ainda) somente uma ficou na resistência, com a penosa tarefa de oferecer, resignadamente no sol, um esticar de adesivo que não saia de sua mão. Mas servia de outdoor manual? Por assim dizer amigos. Parte boa de tudo isso foi ver muitos amigos, alguns rever, e outros ter deles as piscadas de olhos, desta vez por celular. Com muitos a confirmar este clima de separação, de contraste entre eles e o povo, em outros sinais também. Isso já foi uma relação mais simbiótica. Prazerosa. Tempos passados de desinformação alegre!

Curioso é que o ponto era logo após a "passagem molhada da Beira -Rio" (termo usado pelo candidato ao governo do PSB em debate) feita pela PMJP em lentos 5 anos. Sob minha constante pressão como vereador. Para os marqueteiros das máquinas, fica a "boa" de que podem poupar o dinheiro dos adesivos; tratem de gastar mais tempo em novas estratégias. Talvez, assim, com novas estratégias, impeçam que a dancinha no sinal não chegue a ser prática também dos candidatos. Que fiquem restrito só aos militantes ou exclua-a. Decisão difícil a se tomar. Uma enormidade de pessoas, a passar uma mensagem para as massas hoje de quê? E falo as máquinas, no plural, pois penso que para o eleitor tudo que mostra opulência nesta eleição serve só de confissão. Antes se tolerava, tinha alegria de muitos motoristas em nós ver nos sinais, onde estive de laranja mais de década. Nunca sentindo uma recepção tão glacial. Podem levar a cerveja quente amigos para estas ações, só os desvios de olhares dos motoristas as gelarão rapidinho, e tomem cuidado para não as congelarem bons guerreiros. Nesta eleição, menos é mais, a única coisa que todo candidato pode abusar nela, é na sua demonstração de honestidade comprovada. Só que aí, neste quesito, a peneira não deixa passar a maioria dos maquinistas de nosso tempo!

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