• Renato Martins

MINHAS SINCERAS BOAS VINDAS A SENHORA LIVÂNIA....

Atualizado: 28 de Abr de 2019


Ufa!!! Tanta coisa pra dizer que já dá um cansaço na primeira linha. Antes, me desculpar com todos vocês, meu crescente e fiel público do Blog. Parei uns dias para cuidar da minha pesquisa dissertativa e de uma consultoria. Bem, continuemos firmes para atualizarmos informes e opiniões balizadas que sempre procuramos bem transmitir.


Comecemos conceituando a condição de Livânia Livre, pela análise das questões que provam de forma inquestionável, primeiro, que ela delatou, segundo, que trata-se de uma delação ampla geral e irrestrita. E fazer isso da minha parte é ter respeito para com os analistas que defendem o contrário, não reconhecendo a convulsão estatal seja pelo motivo deles que for. Diferentemente deles, não os trataremos como doidivaneiros. Vamos dar o respeito a eles que nós mesmos merecemos também. Na crença que a radical livre opinião e liberdade de expressão, poderia inclusive ter evitado tudo isso. Ter aberto antecipadamente os olhos de muitos desde antes. Inclusive deste que cá fala... A qualidade na disputa pela Opinião Pública será consequência da ampla liberdade de fala por muitos atores, e mudará as Gestões Públicas ineficientes escoradas nos discursos do tipo rouba mas faz. É isso que advogo em minha pesquisa.


Vamos aos argumentos que destroem as falsas crenças reducionistas das transformações vindouras que estão em pauta, dando suas evidências e ênfase, de forma a fundamentar este texto que traduz meu verdadeiro aperto de mão na senhora Livânia Farias ( e aqui; falo sem oportunismo cínico do tal ‘ninguém solta a mão de ninguém’):


1- Por que não houve manifestações de boas vindas à senhora Livânia Farias da parte do universo girassol? Sabemos que o contato próximo entre suspeitos foi proibido, mas mensagens públicas pela mídia, de cunho pessoal ou políticas, de boas vindas a ela não são vedadas, aliás, nem os suspeitos são claros e explícitos ainda, além, obviamente, das pistas dadas nos termos da juíza que fala em “graves implicações de todo o governo do estado em sentindo amplo”. Logo, quem não veste a carapuça neste subjetivo termo “amplo”, poderia inclusive ser mais simpático... Os não auto-suspeitos podem sim serem mais solidários. Deveriam ao menos. Fato é que, Livânia Farias, tão útil a estes em tempos recentes, em seu importante regresso ao convívio com seus familiares, parece descobrir-se sem amig@s. Por isso repergunto; deixaram de serem amig@s dela? Deixaram de crer na inocência dela? Não responderem nos permite pensar em outras coisas.

1.1 Eu nunca fui amigo dela. Pelo contrário até, em entrevista a Nilvan Ferreira, ainda na Arapuan, em meu primeiro ano de vereador, avisei publicamente que via grandes riscos de irregularidades em atos no secretariado de Ricardo, até “absolvi” este ex de dolo, fortemente, mas enfatizei na figura de Livânia minhas suspeitas. Falei na época para ajudar ao projeto que acreditava, como muitos no estado. Falei firme, porém como alguém que ainda via só o ângulo do faz, e não entendia o que hoje se avoluma de desvios e era obscurecido aos olhos do grande público. Ainda assim, míope, asseverei publicamente minhas suspeitas logo de inicio de mandato, virei patinho feio. Denunciei o que chamei de teatro oportunista de meu partido, a época, quando da aliança com a gestão municipal para as eleições em 2014, que em 2015 nada trouxe de parcerias para a cidade. Fiz isso inclusive panfletando. Como patinho feio, fui cozinhado e punido. E depois de vitimado também por essa coisa toda, fui atrás de entender o que atropelou meu idealismo, e descobri que ele era “infantil e supérfluo” aos girassóis, num esquema político baseado na ética do crime organizado. Com um rankeamento para militantes que premiava feitos desvirtuados. Feitos desviados. E não ideias, leis e atitudes com as quais fui recordista na câmara municipal. Claro, somou-se a isso o fato que assinei todas as 9 CPI’s, propostas na câmara para investigações aprofundadas de possíveis crimes nas gestões RC, tanto na prefeitura como no estado. Casos estes que hoje ressurgirão logo mais... Seja para esclarecer inocentando os episódios ou não!!!

1.2 Mesmo assim, com tudo isso de raiz que lhes participo, eu saúdo a liberdade restrita de Livânia, não como um gesto pró-impunidade, muito menos com ironia. Mas como alguém que crer na lei. E é esta lei que permite em crimes de colarinho branco, difíceis de elucidar, o benefício da colaboração premiada e do relaxamento de prisão com medidas alternativas antes e até depois da condenação após certo período. Temos que vermos o benefício social que se pode ter evitando e aniquilando uma ORCRIM, com suas corrupções futuras, e recuperando valores de corrupções passadas, aliada ao fato que se pode pegar uma gama de outros atores corruptos o tirando de circulação, é relevante, coletivamente pensando - justificado. Temos então a equação que explica o valor social da lei da colaboração premiada. E baseado nessa lei, eu saúdo sua liberdade senhora Livania Farias, é justo e merecido seu retorno aos seus, que me parecem que de fato são os únicos que estão mesmo com vossa senhoria. Que não soltam sua mão. E mais, antes que me critiquem vaziamente em meu gesto. Eu faço essa saudação com muita convicção d’alma. Ela, ao seguir a lei agora, mudou de lado. Passa a ser instrumento da justiça. Sua ferramenta, como uma bússola o foi para Cabral no descobrimento do país. E quem é contra o exercício da lei na busca de mecanismos de justiça e suas estratégias para êxito, é alguém tão cego quanto os muitos que não acreditavam neste todo, antes de tudo isso emergir.


Hoje, não vivemos tempos favoráveis à ingenuidade ante a grave crise dos serviços públicos. Portanto, reafirmo: É justa a medida do Gaeco e da juíza, e lhe dou as boas vindas Livânia; seja bem vinda mesmo, para o lado da lei, da justiça e da verdade que salvará a república paraibana e restituirá nossa democracia.


Pague dentro da lei, e no rigor dela, o que lhe couber, assim como tenha da mesma lei os benefícios que sua mudança de lado lhe permitir, pois assim também se faz a democracia. Assim como, igualmente, se faz a espiritualidade. Sei o que falaste de mim outrora, o que aprontaste contra minha reeleição. Como escolhestes os teus prediletos e os critérios para isso... Mas não é de minhas dores individuais que se trata este momento histórico. Falo de sua redenção materializada no que fez e pode fazer para com as investigações. Da reparação possível na possibilidade de um futuro melhor na gestão estadual. Do choque cultural que pode fazer o eleitor ter mais visão sobre o todo. Sabendo disso, de tudo que você representa socialmente hoje para uma nova história ser escrita no estado. Com isso no coração e na mente, te perdôo senhora, e te digo, agora que estais no caminho certo: Sinta-se abraçada! Profundamente abraçada!!!


2- Concluindo: Para quem ainda não crê que sua contribuição foi ampla geral e irrestrita, avaliem algumas questões...

2.1- Por que os advogados anteriores “pediram” suas saídas? E mais, por que um novo advogado, fora do mainstream partidário ela escolheu?

2.3- Por que há tanto medo nas repartições, tantos funcionários comissionados que atestam notas, contratos e ordenam despesas que não são mais vistos em suas repartições. Entram pela porta dos fundos? Ou despacham no doce lar... E a assembleia, constrangida e escassa de sessões, sobretudo agora neste fim de abril e inicio de maio...

2.4- Tanto destempero (desespero?) nas entrevistas sobre o tema Calvário, seja de políticos ou gestores, isso até do próprio Governador (O que me espanta pois sei que é pessoa educada e de fino trato)...

2.5- Em períodos de crise de imagem o melhor é seguir o principio dos três R’s, nos seus termos em inglês. Que em tradução livre vos digo: (1) lamentar o que possa ter ocorrido, os danos causados, pedir desculpas para as vítimas de forma real; (2) Dar as razões, explicar claramente para a sociedade o que ocorreu, e isso é precisamente explicar pelo seus líderes eleitos e outros gestores, o que de fato entendem que possam clarear sobre tudo isso que chega a sociedade. E por fim (3) Remendar; corrigir e falar sobre as medidas fortes tomadas para evitar tudo que foi anteriormente tratado e dito. Se comprometer com metas e atitudes resolutivas que passem segurança ao eleitor contribuinte.


Não fazer essa esquemática tradicional de gestão de crise é se entregar a todas as leituras que denominam isso de ORCRIM GIRASSOL. E que pode e deve ser barrada a qualquer tempo. O Mecanismo não pode vencer sempre. E em não ocorrendo agilmente essas mudanças sugeridas, amplia-se a suspeita posta na fala da juíza sobre o “mal amplo governamental”, ainda potencialmente vivo. Falei sobre isso, em tom de lamentação em novembro 2018, no artigo - João perde para o Mecanismo no primeiro round. Resta saber se um segundo round é possível; e se ainda for possível, fazer o certo é ser mais enérgico do que o que vem sendo. Meio que subestimando o olhar critico das pessoas... Apostando num esfriamento do tema e dos fatos que não vem ocorrendo e não revela ser a postura correta. Republicana. Justa para com os contribuintes.


DÁ O QUE PENSAR:

O inquérito no MPF sobre problemas graves na educação vem se avolumando num ritmo firme, que em breve tenderá a suplantar o monopólio de revelações da Calvário. Anotem... Quem me lê, sabe bem que não errei uma. As instituições estão de fato trabalhando. Outra: algumas questões do passado ressuscitarão fortíssimas, como o PROPINODUTO, e mostrarão quanto “improvisador” foi RC no debate televisivo com Cássio em 2014, quando tratou do Propinoduto como fake e para isso, envolvendo um tal ofício ao MP que nunca foi encontrado. A verdade tende a ser achada agora. Aparecerá em breve.

Que Deus proteja e guarde a vida de todos que estão do lado da justiça, inclusive da senhora Livânia. A quem desejo transcendência e vida longa!

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