• Renato Martins

O CASO LÍGIA: "NINGUÉM FICA FELIZ COM INJUSTIÇA, AQUI SE PLANTA AQUI SE COLHE”

Essa frase universal, mantra da condição humana, hoje é de total propriedade da vice-governadora Lígia Feliciano no trato com o governador. Mas poderia ser de muitos. Tantos outros, que uma postagem do blog será pouco, portanto fiquemos só nela. No direito atual dela se apropriar dessa máxima da ingratidão.

Primeiro analisemos as acusações de traição que a recaem; é ela uma "criminosa política" por em assumindo o governo, respeitar a lei e o princípio da responsabilidade jurídica, e ela mesma assumir o destino dos atos do estado, visto que a mesma já seria a responsável para tal, repito, por força da lei e dos princípios democráticos. Se a lei não transfere responsabilidades de eleitos, como é o caso da vice, que sim, é eleita conjuntamente, diferente dos que tentam forçosamente corromper a lei eleitoral, a vice é eleita conforme se vê na tela da urna eletrônica. Duas fotos não por acaso.

Mas memória é importante para dar um veredicto ao caso. Lígia assumiu essa condição, sendo tão cortejada por Ricardo em 2014, como foi a mão de Ronaldo beijada em 2010, o que ensejou inclusive em meu voto a Cássio Senador, num pedido emotivo, até apelativo, de RC palanques afora falando que a gestão Cássio era um exemplo e que o senador eleito seria um prêmio a Paraíba (tai uma verdade que ele falou), no mesmo estilo, foi com Maranhão em 2014, no segundo turno, sempre com uma sedução que denuncia suas debilidades de caráter, hoje sem apelo algum. Parece que sua servil submissão utilitarista quando precisa vira ódio de si mesmo algum tempo depois, como se um sentimento de pequenez por ter precisado de outros o afogasse em neuras que precisam ser compensadas por ofensas verborrágicas e tétricas contra quem o ajudou quando na fragilidade inaceitável psiquicamente pelo seu “self”. E nada mais resta que esquizofrenicamente caluniar distorcer, e ao máximo destruir o objeto de necessidade que antes lhe era imprescindível. Custe o que custar ao erário público para que essa proeza tenha valor de paranoia "coletiva" e não individual como de fato é. Mas tentar apagar episódios da mente via choques auto-imputados só externam ainda mais suas múltiplas afetações. Com as dissimulações próprias de quem se sabe personagem de uma ética apenas comparável com a do crime organizado.

Não sou um escritor neutro, tenho lado. Honestidade intelectual também para passar as coisas de forma ao leitor saber por que digo. Não voto Lígia para governo, não tenho como julga-lá como gestora. Mas ela, uma Harvardiana, tem méritos pessoais incontestáveis, a democracia e permite ser votada, e ela tem o direito de pensar como quer, mesmo eu achando que a estratégia dela possa ser de auto-mutilação. Mas nada, nada mesmo. Nem minha opinião ou a sua opinião leitor, pode considera-la culpada pelo crime de ser "VICE-GOVERNADORA". E em sendo vice, não é traidora. E em sendo vice, caso assumisse não teria por dever legal a capacidade de fazer tal governo paralelo. Visto que ela seria governadora constitucional do estado da Paraíba. Nada advindo dela seria paralelo.

Salvo se uma mente distorcida, embriagada por fantasia troncha se auto proclame ser o Estado, num delírio típico de quem cria na mente turvada um palácio de Versalhes privativo num ambiente público, com feira doada pelo vassalo contribuinte comedor de brioche. E a sua volta neste palácio suntuoso de excessos e combinações não republicanas tal qual os que ensejaram a revolução francesa. O rei se vê só. Os quase gravames, os laboratórios, os livros, helicópteros e rádios transmissores, internet grátis, carteiras estudantis monopolizadas por amigas, móveis e outros, já não são mais brinquedos. Distrações diletantes. São na verdade alguns dos inquéritos civis públicos que rondam fantasmagoricamente uma mente que patologicamente ainda crê que alguém acredite nele. Mas paga banca caríssima de advogados renomados é claro. Seguro morreu de velho?

Penso que seu explícito desequilíbrio atual, seja, estar olhando para trás, para um espelho que o reflete como ele é, o fazendo correr a frente jogando palavrões para desencostar o espírito que nele habita, e habita por justamente ser a si mesmo. Um mero e simples líder a organizar mentiras que estão por cair. Uma angústia rebelde de nada desempreendera a cara verdade por vir.

Pois o que “se planta se colhe”. E matar toda uma safra não é mais opção. Não se tem mais poder para isso.

Lígia pode ser e ter sido o que quiser, mas não é traidora de seus deveres. Logo não é traidora de ninguém. Esta legitimada, inocentada mesmo, pelo tribunal do bom senso e da justiça universal. Os são da sociedade a absolvem.

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