• Renato Martins

O DEBATE, A MENTIRA QUE REVELA: A VERDADE, E NÓS - ELEITORES OTÁRIOS.

Atualizado: 6 de Set de 2019


O ano era o de 2014, um domingo antes do eleitoral do 1° turno. Estava eu na praça da Paz. O objetivo era assistir o penúltimo debate eleitoral a governador daquele ano. De um lado o governador em reeleição RC, do outro o senador Cássio. Em 2010 ambos tinham votado cada um no outro. E eu também; claro. Mas em 14 a eleição os colocou de frente. Como estavam na TV Correio. Cara a cara.


Iniciou a última parte do debate. Cássio falou do caso ‘Propinoduto’ – hoje tão na moda pela delação de Livânia - e acusou RC de ter ocultado o processo na polícia para proteger seu governo e o modus operandi que poderia já naquela época desbaratar o que hoje sabemos como “ORCRIM Girassol” (todas as peças da Calvário falam nessa ampla ORCRIM que atua há pelo menos “11 anos no estado e PMJP” – diz juízes, promotores e desembargador).


Rebatendo seu oponente, RC falou com extrema firmeza, passando sinceridade: disse que sabia da tal armação contra seus auxiliares e, que isso seria usado contra ele no dito debate, mas que ele de tão honesto, e intrépido com seus alinhados, já na época dos fatos em 2011, até tinha pedido oficialmente para o MP investigar o caso. Na réplica Cássio disse que aquilo era uma mentira. RC, na Tréplica definitiva, mais firme ainda, com olhar indignado tipo filme de suspense, afirmou que desistiria de ser candidato caso o que ele tinha dito fosse provado ser mentira. Uma bravata a mais. Hoje sabemos, um ator a menos.


Na última semana eleitoral, um Fórum autônomo de Servidores enviou ofício perguntando sobre os fatos ao MPPB. E lá, o ministério pediu tempo (como reza a lei de acesso a informação) para responder se tinham ou não recebido o ofício com as tais provas da propina e o telefone do motorista “entregador” com as ligações (como bem esclareceu e provou Livânia Farias – hoje do lado da lei) comprometedoras. O domingo terminou o primeiro turno. No meio do segundo turno o MP esclarece que não recebeu oficio algum. Que simplesmente RC mentiu e ponto final. Mas aí o frenesi da campanha era outro, e para nós militantes e eleitores da época a informação repassada era de que o tal ofício estaria no arquivo morto do MP. Meu Deus!!! Como fomos ingênuos.

Digo os eleitores em geral que assistiram essa mentirada nojenta e em vez de acreditar no MP, sentimos alento ao saber que o tal ‘Propinoduto’ poderia ter mesmo sido enviado de próprio punho por RC para o MP que irresponsavelmente teria empurrado para o arquivo morto em total desacordo com a lei da arquivologia. Só Deus para nos dar o tempo para a sociedade amadurecer...


Escrevo isso para mostrar que o ‘TEMPO DAS VERDADES CHEGOU’; e chegou para todo o estado. E deixar a você meu leitor a seguinte questão: se Aracilba e Livânia levaram o caso para o “Primeiro Ministro” da época, Nonato Bandeira, isso haveria de ocorrer por qual motivo? O quê e a quem Nonato teria que se reportar ou provocar para dar o destino final às provas. Visto que as tais não chegaram ao MP como dito pelo chefe do primeiro ministro, o governador (no Brasil não vivemos no parlamentarismo) em debate público para todos verem e ouvirem... Incluindo o cinismo de pôr sua candidatura em jogo. Pronto então, cheque mate! O TRE pode até ser cego, mas o eleitor não pode ser surdo. Sob pena de ser espoliado vorazmente por uma ORCRIM. E nossa surdez de antes, agora precisa virar ação.


DÁ O QUE PENSAR:

Assinei na câmara, quando vereador, a CPI do Propinoduto. Assim como assinei todas as outras; da DESK; do Gari Milionário; da FUNETEC; do Caso Cuía; dos assassinatos de jovens não esclarecidos; da “compra” de livros ao Jampa Digital. Ao todo umas nove só para investigar o que era, e eu pensava ser, a prova de lisura de meu próprio partido, que teria inclusive obrigação de esclarecer publicamente as coisas e punir com expulsão supostos culpados. E nunca, jamais ter medo de CPI. Depois disto fui rejeitado internamente e cozinhado por todos os corruptos-mor. Que me temiam. Meu desabafo a época foi e é verdadeiro, e todos os dias se revela como tal.


O resultado é que o expulso desse suposto “partido” fui eu. A ORCRIM tinha mecanismo eleitoral também para alijar idealistas que não se sujeitaram ao modus operandi. Ser expulso de coisa desse tipo é justiça divina. Mas o preso, os presos!!! A cada dia saberemos mais quem serão. E faltam muitos ainda...


Li toda a denúncia do MPPB e fiquei a me perguntar: quem seria o tal chefão dessa ORCRIM girassol? E os polític@s que operaram desde o CUÍA, às cestas básicas “eleitorais” desviadas de comida comprada para projetos sociais, laboratórios na educação, às OSs de ontem e hoje no governo do estado. Onde andam os abastados que mentem tanto quanto o ex-governador mentiu no debate contra Cássio na TV correio?

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