• Renato Martins

O DEBATE SEM PALAVRAS, SEM VENCEDOR E COM UM DERROTADO: TV MANAÍRA.


foto retirada da internet


Sempre que leio um livro, no seu término, temos, quando este é bom, um fervilhar de ideias, algumas ficarão mais fixas, permanentes, como amigas pessoais. outras nem tanto. Mas num livro bom elas pulurarão freneticamente na mente a turbilhar inspirações diversas. Ângulos novos para olhar ao seu redor a vida. Assim comparando, o debate de ontem favoreceu aos niilistas do momento, que torcem pela nulidade da democracia. Sem palavras idealistas geradas para nenhum dos lados. Registro o que já tinha dito antes, ressalvando o potencial de perfomance de Tárcio Teixieria. Ele Pareceu ter se preparado melhor para o fator tempo, olhar na câmera e conseguiu, mesmo que pensemos o contrario dele em muitas questões, dizer algo nas situações severas impostas pelas regras do debate. Uma exceção para confirmar as péssimas regras de ontem.

A TV Manaíra mostrou graves limitações. Sua mediadora e seus repórteres pareceriam sofrer de uma epidemia de insegurança que em contágio dominó, os levaram a erros atrás de erros. Do tempo aos nomes dos candidatos até as perguntas imprecisas selecionadas dentre as feitas pela "população". Num cenário assim, a decepção recai forte para aqueles de quem se espera mais. Os que tem torcida à estimular. Aí, assim como ocorre no futebol, onde a torcida as vezes vaia seu time por frustração explícita, o elemento plateia parece jogar contra, pois ao não demonstrarem vibração real, passam a ser uma decoração mais de confissão dos modus operandi de seus líderes, e não de estímulo para ganhar os indecisos. Fica a dica. No entanto, no contexto de ontem, até estes absolvo.

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