• Renato Martins

O ERRO DE LUCÉLIO E O OPORTUNISMO DE JOÃO.

Primeiro grande erro estratégico da campanha de Lucélio. Isto numa campanha onde não se pode errar, competitiva e incerta neste cenário de lava-jato. E um erro de equipe, de comando, talvez do irmão principalmente, já que até a máquina da PMJP está envolvida nos rumores sugeridos no episódio que potencialmente põe a baila a forma como eles enxergam o processo eleitoral.

Ontem a Correio iria mostrar uma pesquisa da Record nacional, fato que não ocorreu, e que por ter tentado ser impedida por partido que ocupa o Staff da campanha dos Cartaxos, abriu-se então o precedente, com fundamentos, diga-se de passagem, para inferências múltiplas, todas dando conta do peso dos patrocínios da PMJP à Correio para que a mesma não divulgasse dados desfavoráveis aos interesses dos Cartaxos.

Erro infantil, com um custo alto. A partir deste erro a opaca campanha de João, que igualmente tem força de mídia com propulsão para impor notícias inversamente proporcionais à sua popularidade atual, se vender como o líder das pesquisas e forçar seu exército de vinculados ao governo que divulguem esse fake news de sua liderança como se fosse um título de copa do mundo, com festejos e alegria que há tempos não víamos nas hostes de lá.

Tudo isso propiciado pelo erro dos Cartaxos e equipe. Constrangedora a situação dos mesmos. Revelaram pequeneza para não lhe dar com a democracia, algo que sugere também propensão a artimanhas, abuso de poder, já agora, imagine depois, caso a família vença. Situação ruim.

Em geral, todos nós sabemos que pesquisas não podem ser levadas tão a sério na Paraíba, a história já deu lições em muitos. Muitos mesmo. Não caberia tanto esforço corrosivo para esta pesquisa inicial. Aliás, para pesquisa nenhuma. Uma infantilidade que expôs muito do modus operandi deles por tão pouco.

Creio mesmo nas ruas, essa aponta Zé Maranhão claramente na frente. Um democrata longe destas picuinhas. Não teme pesquisas da forma como não teme máquinas. Mas que os abusos destas sejam contidos. Que a imprensa seja livre. Da forma que ontem se deu, nas mãos das máquinas, nossa imprensa não parece estar livre. Minha solidariedade ao Sistema Correio e a todos que de uma forma ou outra se dão vítimas com esses tipos de obstáculos próprios de quem pensa manipular o mundo e comprimir o pensar alheio por canetadas.


Mais um motivo para ficarmos ligados!

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