• Renato Martins

O FIM DO IMPROVISO NO SERVIÇO PÚBLICO.

Primeiro temos que superar essa onda impotente, clichê e senso comum de todo político ser isso ou aquilo. Na verdade como todo ser humana, a atividade de todos são circunstanciais. Por isso é política e não religião ou ciência exata. Precisamos de união social para sobreviver. De civilidade, o que envolve gestão pública com valores a serem permanentemente debatidos e protegidos. Eu defendi na câmara a democracia direta pelo celular como forma de garantir que todo serviço e obra pública tivesse que ser avaliado por todos através do aplicativo antes de ser paga sua última parcela. Simples como um zap. Deste jeito, por exemplo, não teria existido o escândalo do Jampa Digital nem teríamos pago um túnel que "furou" três vezes na Lagoa. E, por ironia, também pagamos pelos seus três consertos...



O debate mais consistente que nos resta então, para nós brasileiros, é que tamanho de estado queremos? Qual a carga tributária que precisamos pagar. Porque não pagamos menos e sobraria mais para o trabalhador mesmo poder consumir e desenvolver a economia por suas escolhas. O Caso do combustível abriu o campo para este debate. Porque simplesmente não termos apenas no estado o que existir com qualidade igual ou melhor que o privado. Nada de improviso. Nada de estatal que funcione no improviso pode ser tolerado. E sem personalismos. Dinheiro público é público e ninguém realiza nada que seja por definição algo coletivo. Produto da República e da Democracia. Talvez por aí comecemos a sair desse labirinto chamado crise brasileira. Com instituições que funcionem, eleitores que votem corretamente e um estado menor e mais eficiente que só cobre o necessário para fazer algo bem feito. Sem essa de pagar juros altos de dívidas não auditadas nem programas governamentais sem medição científica a provar resultados sociais reais. Como por exemplo, você sabe se o Empreender de fato gera empreendedorismo no estado ou se serve para outras coisas? Se não sabemos essa resposta há algo de errado também dentro de nós. A mudança tem que ser multiangular.

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