• Renato Martins

O MELHOR DO MELHOR DEBATE: NOVO RANKING E RESUMO.

Atualizado: 1 de Set de 2018



Aqui se faz mister lembrar, que o blog mesmo tendo o voto declarado para Maranhão, de forma a ter credibilidade fática, sem falsa neutralidade. Nunca se furtou de deixar claro uma análise fria e objetiva sobre o desempenho do mesmo. Quem acompanha cada leitura nossa de debate, constatou isso; já vi empate geral com todos nivelados por baixo, vitória de Lucélio e sempre a menção honrosa a Tárcio, que sempre se posicionava ali na pole position. Maranhão em minhas opiniões e ranking ainda não tinha deslanchado. Para quem não leu ainda, basta ir lá, ler os outros diagnósticos do blog. Porisso, digo sem cerimônia, e com autoridade analítica, Hoje o fez! Zé entrou no debate. E o fez fazendo... Vamos aos fatos, as provas e meu novo ranking...

Zé Maranhão disparado nesse em primeiro ligar, de forma inquestionável até para seu pior inimigo, falo nem adversário, tava desarnado, leve, irônico e perspicaz, neste ele conseguiu ser astuto para falar do passado que ele 'fez', do seu presente constante de ficha limpa e de seus compromissos futuros de forma harmonica e clara, numa cadeia límpida e sem "probrema" algum. Abundou agudeza com dados, exemplos: quando falou que fará escolas técnicas de verdade, porém cuidará do mercado que receberá os alunos, senão será tudo em vão. Cuidar das empresas, do mercado de trabalho, é extensão para o existir destes alunos, um binômio que precisa de incentivos tributários, e bailando argumentos com voz ativa, falando para fora (em outros debate tava rouco) com muita firmeza, botou João "joga dados" no bolso. Em outro momento citou que não há ilha da fantasia, da parte de máquina alguma, e que fala em saúde, em fazer hospitais, porque de fato já fez todos os importantes hospitais do estado. Chamou para si, pedindo perdão por imodéstia, que é necessário credibilidade para se prometer, e João que governou 8 anos não avançou na segurança, nos concursos públicos, nem no trato ao funcionalismo ativo ou aposentado, nem, em política de captação de empresas. E brincou sério ao afirmar: "Tudo bem João, fazer uma promessa ou outra, mas é preciso credibilidade, e os fatos de sua gestão não o autorizam a tê-la". Concluo lembrando sua pergunta sobre os codificados secretos, no qual tanto prefeitura como estado os tem, e vaticinou, "não há transparência, fora essa lenga lenga, o fato é que a justiça é que vem mostrando o tamanho do rombo e incerteza deste quadro tao obscuro, e, que impede de termos policiais na rua por exemplo". E sua cereja do bolo, para que não restem dúvidas do meu primeiríssimo lugar deste debate. Zé matou no peito na sua análise da política nacional, e com graça tocou para o gol sacramentando sua goleada neste debate, justamente num tema que muitos o subestimavam, vejamos: começou lembrando que foi cassado, e não mudou de lado, não perdeu a fé, ali, no debate, ninguém tinha o sacrifício e o suor dele pela democracia, ninguém ali, pois além dos direitos políticos cassados teve prejuízos pessoais e empresariais também. Mas não saiu da luta. Logo, só ele tem autoridade moral para falar em democracia, depois, seguindo raciocínio, lembrou que petistas cassaram collor, e na época não falaram em golpe, tentaram cassar também FHC, no Fora FHC e não era golpe. Não eram golpistas claro. Brindou com aulas de história o mimimi pseudo-ideológico, e, mais, registrou que votou em Lula em 89 no segundo turno e em 2002 foi o primeiro governador de estado a apoiá-lo quando muitos eram pusilânimes, enfim, faltou dizer: Troca a fralda garoto do PSOL, antes das tuas palavras ao vento, tuas firulas de carro de som em passeatas vazias, eu tive atitudes. Tá lá na historia.... Nos melhores livros. Espetacular!

Lucélio ocupou bem o segundo lugar, outrora posto cativo de Tárcio, se apropriou bem do quesito defesa. Bom, levando em conta o debate ser mais duro, bem dirigido e desenhado pela TV Sol de Patos (Parabéns a todos desta TV - deu aula para a capital). Ponto alto foi quando soube se apropriar profundamente do tema segurança, com dados objetivos e subjetivos. Também fez um forte e impactante comparativo, no ângulo dele claro, entre a gestão RC prefeito com a de Cartaxo, elencou ganhos abismais em creches, casas e UPAS. Sua retórica mais forte foi nessa releitura Cartaxo x RC, se fosse para prefeito, em 2020 teria saído bem na foto. Seu ponto fraco é sua fala rápida, agoniada, as vezes parece estar lendo um ´prompt' na tela da câmera. Soa artificial, sem poética, sem espontaneidade. Fala certo mas não passa vir de algo certo. seus cagoetes linguísticos, o faz parecer mais uma cópia do que ser algo original. Seu desafio maior daqui por diante.


Tárcio nem de perto reviveu seus dias de glória, como nos debates anteriores. Lhe dou um terceiro lugar distante, colado ao quarto. E por um único motivo, um único argumento: - "Candidato João em seu governo o gasto com publicidade é 5 milhões a mais que o gasto com a agricultura familiar, voce acha isso certo?". João fugiu de novo dele. Esta pergunta o fez ficar a frente de Azevedo. Ponto.


João, neste igualmente derrotado, já falei e comprovei isto dele ao citar os "efeitos" dos outros sobre ele. De longe parece querer compensar esses pega nas mentiras dos seus "dados" de cassino: seja sobre UEPB; seja segurança; seja paternidade de obras; segurança hídrica; carga tributária alta (além das contas de água, luz, energia e gasolina) e Codificados, com certo pedantismo, numa arrogância esnobe somente defensiva. Muito pouco para o que se espera dele pela escola que ele herda neste item. Talvez reconhecer erros e limitações o ajudem a ter neste gesto a credibilidade para prometer mais. Senão, insistir nesta de tentar criar dados de grito, pode levar a mais banhos de realidade como os de hoje. Repetindo: agricultura familiar tem menos investimento que propaganda no tal governo trabalho - de propaganda? E todo patoense sabe bem que no semi-árido, vidas dependem de agricultura familiar e não de propaganda sobre trabalho. #FICAADICA.

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