• Renato Martins

O QUE QUERO OUVIR NO DEBATE DE HOJE.

Atualizado: 14 de Ago de 2018




Hoje um dos principais instrumentos da democracia se configura: O debate. Nele, nós eleitores, devíamos estar imunes a mentiras e jogos de marketing. Lá, só propostas e observações que nos levem a medir a integridade dos candidatos deveria prosperar. Não sou ingênuo em crer num debate "puro", a espécie bicho-homem não o é, o debate não teria como ser então. Porém, rogo por respeito ao eleitor que se dispor a ouvir a política de nossos tempos, que escute algumas respostas com as devidas fontes de recursos sem onerar mais a carga tributaria, aliás, a reduzindo. Vamos à minha utopia para hoje a noite:


1- No aspecto integridade moral, queria ouvir de João Azevedo, falar sobre seu super-salário, sem essas marmotagens de ficção científica infantil, desenho animado se quiserem assim chamar. Rc não é milagreiro, nem ele o é, dinheiro público não torna ninguém herói, político, esse que não é herói mesmo. Portanto, super-salário, bem mais que privilégio, é abuso e merece explicação clara. Seria bom também, o mesmo falar por que ele pagou uma obra sem que ela estivesse sido feita, com medição fictícia, no caso o hospital de Cacimba de Dentro, conforme a auditoria do TCE e a confissão do próprio construtor e de técnicos da SUPLAN. Obra paga duas vezes e "inaugurada" com discursos floreados. O povo quer mais que isso. Outra pergunta, essa analisando o gestor, João "tem" inúmeras obras que depois exigem "aditivos de valor", alguns impensáveis, tipo obras como a Perimetral Sul que não terminam, mas tem seus valores multiplicados colossalmente. Esses aditivos revelam um não saber planejar? Ou algo mais? Erro de gestor ineficiente, ou de olhar intencional, atento para coisas alheias da boa gestão?


2- Sobre cartaxo, no tocante a integridade, ficaria no âmbito pessoal e familiar mesmo; ele era assessor parlamentar do saudoso Gordinho, Rômulo Gouveia: trabalhava em quê? Produziu o que para o congresso nacional? Sua esposa, na mesma pegada, era assessora de Lindolfo, logo, deve ter sido cedida para Hervázio (?), qual sua produção lá? Onde dava expediente? Simples assim, arrumadinhos em casa não formam currículo de gestor sério e respeitador dos recursos públicos. Ah! E não vale também nepotismo cruzado, troca de favores graciosos para o contribuinte pagar a conta. Sobre o caso "Lagoa" ainda não me parece ser justo interpelá-lo, ser irmão não gera culpa a priori. Já as assessorias no mínimo obscuras, sim. Ou o gestor é íntegro ou nem adianta prometer; como realizar algo se sua prática mostra o contrário? Debate, hora de esclarecer sobre integridade de conduta baseada nos fatos. O posto acima são fatos!


3- Sobre as candidaturas de Rama Dantas(mesmo sem participar do debate hoje), Maranhão e Tárcio, no que pese suas diferenças ideológicas, sobre estes, nada há no momento o que se questionar sobre integridade e honestidade, quer seja no uso dos recursos públicos, ou nos exemplos de vida em termos de valores coletivos, de interesse público. Não há inquéritos civis públicos, investigações ou citações de qualquer natureza que exijam respostas neste item pelos mesmos. Registro que penso ser isso, a honestidade certificada, dever de casa e obrigação para tod@s os candidatos. Apenas isso. Lamentável que neste dias, algo tão básico e preliminar, mereça especial atenção. Agora vamos as propostas que quero ouvir...



4- Como ampliar projetos sociais de forma a combater violência, ociosidade, desemprego, enfim, ajudar na qualidade de vida como fator de desenvolvimento, sem aumentar impostos? Quero ver qual destes tem capacidade e criatividade para propor idéias como unir Igrejas (todas as religiões sem exceção) sociedade civil para desenvolver parcerias, com redução de custos no disseminar de projetos esportivos, artísticos e científicos, para todos os públicos, de idosos a jovens em situação de risco. Uma linguagem da solidariedade estimulada pelo estado, não bancada pelo mesmo. Potencializando por soma entidades do bem para fazer o bem de forma partilhada, cooperada, sem gerar mais estruturas físicas do estado, hoje uns desabando ou em desuso mesmo. Por falta de visão e ação em rede. Quem pode unir as boas energias sociais sem onerar o cidadão, ampliando as boas ações de todos os atores? Essa será minha primeira tentativa de encontro hoje a noite...


5- Como atrair indústrias, e não mais perdê-las como vem ocorrendo; reduzir a carga tributária de forma a permitir o desenvolvimento com empregos, desconcentrar renda (hoje somos o segundo estado com maor concentração de renda do nordeste) e inibir os aumentos de gasolina, água e energia aviltantes; favorecer transporte coletivo de qualidade pela desoneração de impostos com a contrapartida de modernização da frota pelos empresários, sem arrumadinhos que deixam o povo no desconforto da superlotação, do calor, do ruído e da insegurança. Tudo para que alguns poucos gozem em coberturas e carrões seu direito de "engarrafar" as vias com seus excessos "estatistas" dos segredos entre paredes.


6- Saúde, educação e segurança; exigem mais do que terceirizações suspeitas, que permitem contratações de pessoal, ainda hoje ocorrendo sem critérios, inclusive neste período eleitoral, como também favorecendo "compras" sem licitações de forma a permitir milhões de perguntas que não cabem em um debate. Mas a reflexão pode sim ser despertada neles. Uma BBC, perdão, um ABC de questões e acordos que encareceram os serviços, não os melhoraram em igual proporção a seus custos, e hoje servem como desculpa para a recessiva carga tributária. Por fim e igualmente importante.


7- QUAL SERÁ O CANDIDATO QUE SE COMPROMETERÁ A FAZER SOMENTE PROPAGANDAS EDUCATIVAS, TIPO COMBATE A DENGUE E CAMPANHAS DE PREVENÇÃO? O CUSTO DE PROPAGANDA, COM AGNCIAS DE PUBLICIDADE CHEIAS DE FAKES EM REDES SOCIAIS, UM BLÁ BLÁ BLÁ PUBLICITÁRIO ENOJADOR, DESPROVIDO DE VERDADE, MEDIEVAL E DESNECESSÁRIO. ESPERO QUE ALGUÉM SEJA DESPROVIDO DE EGO E MADURO O SUFICIENTE PARA ACABAR COM ESSA ESTULTICE ABSURDA, E PEGUE ESSES MILHÕES GASTOS COM FICÇÃO INÚTIL E COLOQUE ESSE DINHEIRO PARA INVESTIR EM AÇÕES NO SETOR DE INTELIGÊNCIA DA SEGURANÇA PUBLICA, POR EXEMPLO, PARA COMBATER CRIMES E RESOLVER ATROCIDADES, AINDA SEM SOLUÇÃO, COMO A QUE OCORREU COM BRUNO ERNESTO. A IMPUNIDADE AJUDA A ESTIMULAR O BANDITISMO.

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