• Renato Martins

POÇOS POR ENERGIA SOLAR FEITOS PELO EXÉRCITO: UM BOM EXEMPLO PARA OS POLÍTICOS NORDESTINOS.


Existem sim tecnologias fáceis e baratas longe das faraônicas e pouco plausíveis ideias geradas pelos arcaicos e marqueteiros políticos de plantão em nosso nordeste. Bem distantes das intermináveis rasgaduras de solo e de dinheiro ainda sem resultados consistentes. Das Odebrecht e Queiroz Galvão da vida (essa logo estará na agenda trazendo líderes nordestinos para o epicentro da lava-jato). Novas notícias dão conta do Exército Brasileiro com seus engenheiros perfurando poços de até 200 metros para os indígenas da Guiana, nação fronteiriça com o norte de nosso país. Como feito igualmente, ainda em quantidade aquém da necessidade, em algumas zonas de nosso semi-árido nordestino. A tecnologia militar de forma simples e por um terço do cobrado pelas empresas contratadas nas licitações da vida por aí... Descobre água nessa mesma profundidade, que passa a funcionar com bombeamento por energia solar; limpa e barata. Lá na Guiana foi em um total de 8 poços para atenderem 5500 pessoas. E o melhor, neste caso em território vizinho, o Exército Brasileiro capacitou os indígenas e militares locais, tanto no manuseio das perfuratrizes, na manutenção das placa de energia solar, e até na melhor forma de distribuição e uso de água pelos moradores. De forma que autonomamente eles possam disseminar esse beneficio para maiores adensamentos populacionais. A famosa forma de ajudar ensinando a pescar, mas também dando a vara e mostrando como usar. No caso, falo do resistivímetro que identifica onde fica localizado acúmulos de água no subsolo. Lençóis freáticos.


ENERGIA SOLAR: na verdade nossa Paraíba pode ser um importante celeiro mundial de captação de energia solar. E tem muita água no subsolo. Aqui temos sol 365 dias do ano. unica área do Brasil assim. Além de termos vastas áreas de terras "improdutivas" que poderiam receber placas de energia fotovoltaica. Painéis solares poderiam nos tornar referência mundial em algo que gera riqueza de fato. E não politicagem e discurso barato tão em excesso por nossas bandas... Perdão, discursos caros!!! No entanto, para atrairmos investidores, o mínimo é termos estudos da parte do poder público para mostrá-los, por exemplo, um mapa solarimétrico, coisa que o estado não tem exceto o genérico fornecido pelo governo federal que em geral é visto com certa reserva pelos grandes investidores e cientistas. Por ser limitado e impreciso. E acreditem amigos, um mapa solarimétrico é MUITO mais barato que muiiitas das compras das OS da educação, da saúde e das coisas disfuncionais da CODATA - órgão do estado- que vende "coisas" "tecnológicas" para o próprio estado... Por fim, bem mais barato que certas carteiras escolares e livros em excesso (já que o número de alunos, decrescente, não batem com essas aquisições), que por vezes só chegam no final do ano letivo. Se chegam???


DÁ O QUE PENSAR:

Que em 2019, ideias eficientes como essa prática de sucesso nas políticas de convivência com o semi-árido, do Exército Brasileiro, se tornem referências em programas de estado. Tecnologia aplicada, com honestidade e zelo. O exemplo desses poços, em custo, atitude e manuseio: podem refrescar a alma de um pais sofrido. Um desenho de método de intervenção multisetorial e eficaz, por resultados constantemente medidos pela nação. Racional e ético, como o serviço público tem que ser.

Renato Martins


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