• Renato Martins

QUEM TEME A VERDADE QUE CHEGA?

O filósofo pop Leandro Karnal tem uma interessante palestra sobre 'amizade' nestes tempos de telemática e gravações por celulares. Fácil de encontrar no youtube, ele assevera que amigos de negócios corruptos se entre-temem (neologismo mesmo). Dela, penso que se você quer saber quem te considera amigo, ou quem você considera amigo, basta perceber com quem você fala sem preocupação alguma em ver aparelho do outro, e quem não se preocupa também. Que tempos curiosos né galera...


Claro que um ingênuo intrépido pode argumentar: "não temo ninguém, sou limpo e nada devo a nenhum maldoso por aí". O problema é que ainda assim os maldosos existem e uma foto, frase ou print fora de contexto pode ser malversado pelos "amigos deletérios". Porem, algo se torna muito grave na nossa sociedade, quando tomamos conhecimento de que os poderosos, nossos líderes escolhidos, que comandam a gestão estadual e estão na linha de frente do mais canetado grupo político do estado, mais abastado inclusive, e ouvimos que o entre-temor destes chega ao ponto de só se falarem em modo avião. Mesmo entre os alto escalonados. Algo de filme 007. E não falo de relação com adversários. Repito: se dá entre eles mesmos. Todo tipo de suspeita interna-corporis nas suas rotinas, inclusive se o outro "companheiro" possa tá fazendo delação premiada controlada, como no caso do flagrante do prefeito de Bayeux.


Ainda mais espantoso; tem quem diga que dependendo dos secretários em diálogo, se faz necessário é desligar o celular e entregar bateria, além de revista nos botões e bolsos para verem se não há micro-câmeras escondidas... Isso diz muito para todos os de bem dependentes das decisões destes gestores. Estes episódios do conhecimento comum confirma a teoria de Karnal, transformando no que parece ser cumplicidade de coisas indevidas o que deveria ser no mínimo colaboração laboral entre servidores do povo.

DÁ O QUE PENSAR:


A educação estadual foi mal avaliada recentemente, não atingiu os índices esperados no IDEB. E numa situação onde a comunicação, elemento básico da gestão, só pode se dar com burocracia de entre-temidos (acoçados pelos inquéritos [que exigem uma gestão a parte - a do encobertamento] e investigações), temo que essa cumplicidade não avance os serviços públicos em área nenhuma. O resultado destas coisas sempre é mais imposto para o povo.


Mas amanhã; será outro dia...






0 visualização