• Renato Martins

RANKING DOS SERVIÇOS PRECÁRIOS E SOBRE COMO MELHORÁ-LOS.

Atualizado: 15 de Nov de 2018


Ainda sobre serviços precários de forma inexplicável no século XXI temos o caso clássico do transporte coletivo em nossa capital. Nem a lei federal de acessibilidade universal é respeitada. Vamos destrinchar o caso mais uma vez como fazíamos:


1- Temos cerca de 480 ônibus na frota, cerca de 9 milhões de passagens pagas mês, e com público decrescendo em razão do ensejo ao UBER e alternativos que crescem também pelo alto desconforto deste meio que tem como características: ser calorento, lotado, ruidoso e quando chove ou se tem um efeito abafamento ou se molha os passageiros.

2- A melhor forma de desafogar o trânsito é estimular as pessoas a andarem nos transportes coletivos, como aqui não temos mêtro, seria uma política pública inteligente oferecermos investimentos em um ônibus moderno e humanizado com Ar, seguro com câmera de ré e porta, elevador de cadeirante, e wi-fi. como se prevê no BRT federal que não sai do papel. Essa frota confortável seria paga por quem? Simplesmente pela isenção de impostos estaduais e municipais. 5% de ISS das passagens e 4% de incidência do ICMS nos combustíveis e peças, e, teríamos 9% de todo o capital obrigatoriamente voltado para esta humanização. Simples assim!!! Da mesma forma que oferecemos isenção a empresas em geral. A concessão de energia por exemplo, saibam que só nós pagamos tributos, a ENERGISA não paga nada (veremos isso mais adiante).

3- Uma vez falei ao governador, hoje de saída, e falei na tribuna também, se não seria mais inteligente investirmos em incentivos para frotas atraentes para combatermos o trânsito do que apostarmos em viadutos de 30, 45 milhões de reais a unidade, que em geral resolvem problemas por muito curto espaço de tempo. Bem... A análise é logica, a diferença entre esse ônibus humano e o precário que temos hoje é de 40 mil reais somente. Um ano de isenção já daria para revolucionar toda a frota de ônibus. Toda!!! A isenção dos outros anos poderia servir para compor com custos de combustíveis e ainda sobraria muito, A ponto de todos ficarem felizes: empresários; usuários, políticos não-corruptos e sobretudo, o trânsito da cidade estruturalmente mais fluido, desafogado.


P.S: lancei um panfleto na época que RC e Cartaxo se aliaram, em 2014, avisando aos dois que meu único interesse era eles se unirem para realizarem esse presente para a cidade. Aquela aliança teatral devia ao menos isso. O que eu recebi de respostas tod@s sabem né...

DÁ O QUE O PENSAR:

"Quanto mais encaramos a Gestão Pública como ciência, mais temos a noção de quanto de sofrimento desnecessário é socialmente infligido à sociedade"

Renato Martins

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