• Renato Martins

SEM ELEIÇÕES: O RANKING DOS PIORES SERVIÇOS PÚBLICOS EM NÚMEROS


Agora, longe do calor por vezes irracional das eleições, o blog mostrará aos poucos, e com dados inquestionáveis, uma lista do imediato e urgente que deve sofrer algum tipo de choque de gestão para que saiamos dos debates inúteis sobre ideologismos e de fato tenhamos tecnologias aplicadas para a melhoria efetiva dos serviços públicos:


1- A saúde está na UTI, a atenção primaria, as USF’s estão funcionando no improviso conforme dados de meu relatório quando vereador em 2015. Sobretudo os exames são muito demorados (anos até) e prejudicam todo o fluxo de atenção rotineira eficaz. Minha sugestão seria a criação de uma carta de serviços com metas sobre o que se oferta. Minha proposta de lei da Declaração de Não Atendimento. O processo melhor, mais amarrado, pode melhorar e muito o serviço na ponta. A ciência confirma.


2- A atenção de média/alta complexidade, na nossa saúde também não vai bem. Todos os dias, no país, se fecha 12 leitos, e aumentam os corredores da morte. Em nosso estado, bem diferente das caras e belas propagandas oficiais, temos 1200 leitos a menos do que há 8 anos atrás. Isso mesmo. Dados do CFM, Conselho Federal de Medicina retirados do CNES - Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Desta redução, 300 leitos foram de pediatria. Aqui a informatização dos procedimentos, inclusive com ações à distância, nas possíveis, e a boa correlação instantânea com a vital atenção básica, poderia servir de planejamento para inovação com redução de custos unitários e ampliação de ofertas.


Em outras postagens colocaremos outros problemas, ou como podemos entender, Oportunidades de Melhorias que a Gestão Pública precisa equacionar. Como pano de fundo esperamos que os eleitos tenham de fato um tripé de ações fundamentais mínimas que envolvam 3 passos para se ter recursos e mudar as atuais gestões: 1- Combater a sonegação, acreditem amigos, isso injetaria rapidamente muitos recursos e até faria a carga tributária diminuir, ajudando a economia a crescer; 2- Combatendo o desperdícios de recursos públicos, desde privilégios “legais” ao alto grau de obras inconclusas, inúteis ou mal feitas com o recurso público. Sugiro convocar a população por aplicativo, tipo o Democracia Direta pelo Celular que propus na CMJP, para dar a palavra final no último pagamento de uma obra ou serviço, ver se está de acordo com o contrato e sem aditivos indevidos como vemos demais por aí... Estrada, ponte, escola, hospital, enfim, tudo que for público, tem que durar e não se acabar ou destelhar por rajadinha de vento; 3- Combater radicalmente a corrupção. Isso nos daria muita liquidez e somada com os outros itens anteriores faríamos ter caixa para investimentos econômicos e sociais, gerando igualdade de oportunidades para desenvolvermos nosso próspero país com empregos, autonomia e liberdade de escolhas. Um Brasil de justiça e empreendedorismo, com mais ciência e menos politicagem.


SEÇÃO DÁ O QUE PENSAR:

"O serviço público não deve nem pode ser precário. É uma afronta as nossas capacidades enquanto cidadãos; enquanto civilização."


Renato Martins



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