• Renato Martins

VEJA: RANKING DOS FORTALECIDOS MESMO SEM SEREM ELEITOS.





Nem só com vitoriosos vivem os vento novos da mudança. Tiveram aqueles líderes que mesmo sem a condição de eleitos, merecem por uma ou mais variáveis de desempenho, serem considerados como bem encaixados na nova conjuntura, nos novos paradigmas, portanto podem ter a melhor das atenções daqueles que se vinculem a suas ideologias e formas de gestão. São eles:




1- Elisa Virgina: 44.370 votos para deputada federal. Primeira suplência de sua coligação. Líder da liturgia política evangélica que cresce com carisma a cada eleição. Me parece uma força espontânea, no meio do deserto de nomes que é hoje a oposição no estado, digo de nomes, não de aspirações novas pelo eleitor, aspirações ainda não bem representadas. Dos atuais eleitos, destaco delegado Walber, e dos não-eleitos, ela. E é nisto, que acrescendo conteúdo de técnicas de gestão, digo que Eliza tem tudo para ocupar parte do vácuo que aí esta. Aliás, já ocupou bem com a estrondosa votação. Pode ir além, se sentar para refletir sobre mais ideias e inovação de gestão pública de fato. Tem boa fé e capacidade para isso.




2_ Sandra Marrocos: Com minha saída, talvez seja com mandato, a última idealista do girassolismo, sem máquinas, longe de arrumadinhos, e espremida por tudo isso, sufocada pelo pragmatismo de bocas para urnas gritantes de seus concorrentes amigos, uma cultura do poder de forma explicita. Em meio a gritadores dos cabos eleitorais vinculados a folha do estado, eis que ela de forma incontestável surge com significativos 22.854 votos livres de aprovação de fato. Fruto de real militância, militando mesmo. Uma firme simpatia e espontaneidade. Nenhum Girassol de cheiro forte vota nela. Há certa resistência interna no seu perfil, na integridade dela como militante de esquerda, que vem vencendo como fez agora em 2018. Por isso digo que é a opção íntrega para o eleitorado de esquerda, e que o futuro pode catapultar como a única voz legitima e honesta desta ala num futuro próximo. Com a tendência de divisão do país entre PT e PSL, os deputad@s de BU espetaculosos de sua ala, ganharam dela em voto, mas perderam em conteúdo, são tais quais politiqueiros carimbados de interior coronelizado, terão voz embargada, viverão dias de esconder seus excessos eleitorais. Ela não... Me parece que no novo paradigma que se desenha, isso contará muito. Ficha limpa se exigira até para se ter direito de fala, mesmo um politico com mandato: anotem! Nisto, Sandra no PSB, esta à frente.




3- Helton René: por ser líder de uma bandeira ampla e com todos os públicos, a das relações de consumo, isso somado sua cordialidade e seu esmero técnico incontestável, seria um ótimo candidato nestes tempos de anti-políticos profissionais. Helton é gestor de resultados em seu setor, pessoa cordata, das mídias sociais, conselheira das pessoas com problemas, consultor jurídico de toda as horas de muitos, e por último lugar é que é político. Um cenário perfeito para nesse trem eleitoral de 2018 ter brilhado muito. Talvez estouradamente. Perdeu esse trem, agora para vôos maiores, ainda terá que superar o incerto crepúsculo de um cartaxismo assustado e ainda sem herdeiros. Se os irmão tiverem juízo, Helton poderá ser a opção. Helton tem narrativa própria, mas a função de vereador tem seu Dead-Line que separa os da frente, grandes e impetuosos, e os de trás, políticos-servidores que se apequenam cada vez mais para vereador continuarem a ser. Ser vereador por viés ideológico não se sustenta. Os números estão ai para provar. No entanto, tem muita torcida e muitos fãs. É novo, viverá muitas altas de marés, mas aconselho não perder a próxima chance.


4- Waldson Souza, o grande novo general girassol, desbancará Livânia e amigados, a dama de ouro, (sic) "ferro", gestora de tantas "pontas soltas", e excessos que só cegos e surdos desacreditariam... Mas esse trabalho é de outra monta; sobre Waldson, que não é bobo, se ressente do muito de preterido que foi, injustiçado até, como lhe disse muitas vezes na SEDAM, agora, alçado à máxima envergadura que terá, saberá aproveitar muito bem para ser uma força a tencionar a originalidade do próximo governo. Independência mesmo! Conheço-o bem demais em ação, é agregador e articulador. Montador de bancadas e de convergências. Outro que pode surpreender, e da máquina que hoje se mostra hegemônica e capaz de eleger a muitos, ser a nova força eleitoral em curto espaço de tempo. Conde e Cabedelo agora são cidades pequenas. No quesito candidato da máquina, ele é o novo xodó dos comissionados e PSs. Deputadas e deputados a turma nem para ligar, ligarão mais... Waldson é acessível e tem braços e pernas longas.

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