• Renato Martins

ZÉ DO POVO: PULA! PULA! PULA! PRO LADO DE CÁ...

Os bastidores desta eleição estão no ritmo de um forró Pé de Serra, harmônico, calmo para o que tem serviço e ficha limpa de verdade. E, para outros, um barulho incômodo para quem responde por muitos excessos indevidos com recursos públicos e propagandas enganosas.

Distante disto, o Pé de Serra é reconhecidamente, mas sedutor, popular, fácil de tocar, gostoso para quem dança para quem vê e ótimo de escutar. Arte que nasce do povo, pois não exige grande e cara parafernália tecnológica para se executar. Enfim, afinal, quem não gosta de um autêntico Pé de Serra. Forró que dá para dançar beijando e que se escuta até dirigindo, viajando embalado com as melhores lembranças, e um estímulo a pensamentos positivos e alegres sobre o lugar que se vai. Um Pé de Serra é sempre um convite íntimo ao aconchego. A simplicidade alegre dos que querem se irmanar. Trocar alegria. Um reflexo da boa alma nordestina.

O que isso tem haver com a eleição vindoura? Deixem-me explicar: Há uns que estão em ritmo de Rock Heavy Metal de garagem, indo para tudo que é lado forçando as pessoas a balançarem suas cabeças, senão as cortam em forma de contra-cheques, não há leveza nisso. Falta algo de fleumático, gracioso como riso de bebê. A anti-naturalidade deles se revela nas imagens divulgadas. As observem bem. E depois se materializa nos comentários dos populares pôs-visitas destes que dançam nessa exasperação, meio punk, mal estar de força bruta. Intimidando.

O problema destes é que as máquinas não são mais bons cartões de visitas, ao contrário, gera recepções que dissimulam profundas frustrações e promessas que se foram ao vento. Ressentimentos que só geram ruídos de suas bocas, sem ritmo algum. Não há clima. Só protocolo.

E é ao fim do modorrento protocolo dos pre-governadores "estruturados". Ao fim destas entediantes visitas teatrais, que eles realizam, o povo, a cidade, só na espreita, ficam esperando eles irem embora. Aí já tiram a música eletrônica da voz deles pré-gravada em studio para enganar os tidos como "matutos", um som barulhento e sem significado do Pen Drive. E chamam os amigos. Reúnem o povo todo. Chama um trio Pé de Serra com triângulo e zabumba e se começa a verdadeira aliança popular. E é aí que chega o Zé do Povo.

Agora não há mais continências entre políticos, protocolos para fotos forçosas de servidores, mensagens ameaçadoras de zap como as dadas aos trabalhadores da educação do estado. Nem Reuniões constrangedoras como a que houve em JP com o pessoal da Saúde. Nada disso. Nesta áurea é proibido proibir e forçar. Só vale o que a alma mandar. E quando se junta alma e razão, as canetas não terão escolhas, e só as seguirão. Subordinadas e impotentes à vontade popular.





Dito isso afirmo, Maranhão hoje tem a maioria dos prefeitos. Todos de soslaio para as canetas cheias de tinta, mas também de promessas descumpridas, só que de fato a maioria deles olham de frente mesmo é para o Zé das águas, e aguardam a hora da cor vermelha se mostrar explícita. E o efeito dominó da vontade das Marias e dos Chicos atraírem candidatos pela força de quem tem de fato o poder de escolha. Pois o voto não é mais de caneta. É dedo e coração.

Os cochichos de coração deles com Zé Maranhão, tão valendo muito mais que as reuniões formais e suspeitas condenadas pelo povo na sua forma e conteúdo.



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